Tinha tudo para ser um dia memorável na Copa do Mundo. Seja para o Egito, que eliminaria a atual campeã do mundo, ou seja para a Argentina, que após estar perdendo por 2 a 0, conseguiu uma virada épica para 3 a 2 graças ao gênio Lionel Messi. Porém, mais uma vez, a arbitragem fez questão de se fazer presente no resultado, tomando decisões no mínimo, questionáveis, em favor do país sul-americano.
O jogo começou com o Egito melhor, tomando as rédeas da partida. E logo aos 15 minutos da etapa inicial, Yasser Ibrahim abriu o lacar para a seleção africana. Um choque inicial para a poderosa albiceleste, que até então, não havia saído atrás no placar em nenhuma partida desta Copa do Mundo. Porém, fez com que os atuais campeões acordassem, e fossem mais objetivos em direção ao gol.
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Logo na sequencia do gol egípcio, a primeira polêmica: Mac Allister foi derrubado dentro da área, e o juiz francês Francois Letexier não hesitou em marcar a penalidade máxima. Um lance que divide opiniões, já que o jogador egípcio de fato chega atrasado na bola. Porém, aliado a isso, o lance parece ter sido apenas uma jogada de corpo, dividida normal de jogo. A arbitragem interpretou como pênalti. Esta polêmica acabou não tendo muita interferência no resultado final, já que o goleiro Mostafa Shobeir pegou a cobrança de Lionel Messi.

Do momento da cobrança do pênalti até o final da 1ª etapa, o nome da partida vinha sendo o de Shobeir, com diversas defesas difíceis para garantir a vitória parcial do Egito. Algo que estava, cada vez mais, frustrando os argentinos.
Logo no início da segunda etapa, a segunda polêmica: aos 14 minutos, Mostafa Ziko aproveitou um belo contra-ataque para ampliar o placar para o Egito. Porém, o árbitro foi chamado ao VAR para checar o momento em que se inicia o contra-ataque, na origem do lance, em que foi identificada uma falta em Julian Álvarez. Após a checagem, o árbitro anulou o gol egípcio e marcou a falta para a Argentina. Mais um lance interpretativo. Porém, vale destacar que a maioria dos árbitros durante esta Copa do Mundo não vem marcando falta em divididas como a que ocorreu na origem do gol do Egito. Esta foi marcada. E interferiu no resultado final.
Mesmo assim, o Egito seguiu buscando o contra-ataque, e oito minutos depois do gol anulado, o mesmo Mostafa Ziko ampliou o placar em 2 a 0, agora validado. Até o momento, a Argentina estava atônita em campo, nada do que os jogadores faziam dava certo. E o que dava certo, parava no goleiro Shobeir.
Entretanto, a partir do segundo gol egípcio, surge a figura de um dos maiores jogadores da história, Lionel Messi. Até então, Messi estava com marcação dobrada, as vezes triplicada, e não conseguia arranjar soluções para as jogadas argentinas. Após o 2 a 0, o camisa 10 reviveu na partida, mostrando o motivo de ser um dos maiores jogadores da história. Todas as jogadas passavam por ele e terminavam em boas finalizações, seja dele mesmo ou de companheiros.
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Os companheiros de Messi sentiram a entrega de seu capitão e foram junto com ele, doando tudo que tinham, sem desistir. Aos 34 minutos da etapa final, Messi coloca a bola na cabeça de Romero e o zagueiro diminui, 2 a 1. Aos 38 minutos, Messi pega um rebote de Gonzalo Montiel e chuta com força, empatando a partida, em um momento que já seria considerado memorável.

Naquele momento, era um jogo de ataque contra defesa. O terceiro gol da Argentina parecia ser questão de tempo. E mesmo assim, a arbitragem fez questão de se fazer presente para a terceira polêmica da partida.
Já com dois minutos de acréscimos, o Egito saiu em um contra-ataque fulminante para tentar chocar o planeta. A Argentina tinha inferioridade numérica, e após o cruzamento, Marmoush não conseguiu pegar em cheio na bola para finalizar. Entretanto, mais atrás, Mac Allister, dentro da área, puxou a camisa deliberadamente de Fathy que entraria livre para pegar o rebote de Marmoush. A bola acabou sobrando para o próprio Mac Allister, que puxou o contra-ataque da Argentina. A conclusão foi Lautaro Martínez cruzando para Enzo Fernandez fazer o terceiro e derradeiro gol da Argentina.
Toda a delegação do Egito pedia e revisão do lance em que Mac Allister puxa a camisa do jogador egípcio. Entretanto, o árbitro sequer vai ao monitor na beira do campo, aplica diversos cartões amarelos por reclamação, e valida o gol. Um gol validado de forma errada e um pênalti não marcado.
Como se não bastasse tudo isso, ainda teria mais um momento polêmico envolvendo a arbitragem. No último minuto, o técnico do Egito, Hossam Hassan, chama desesperadamente o árbitro Letexier. O dialogo não é ouvido, porém, o treinador cruza os braços acima da cabeça, indicando que foi vitima de ataque racista. O árbitro, que deveria imediatamente fazer o mesmo sinal e parar a partida, não apenas deu prosseguimento ao jogo, como aplicou cartão amarelo a Hassan por reclamação.

A Argentina segue viva na Copa do Mundo. Muito graças a Lionel Messi, o gênio que dispensa apresentações. Porém, quem merece todos os aplausos é o Egito. Que jogou, durante boa parte do tempo, melhor do que a atual campeã do mundo. Porém, parece que a arbitragem tinha outros planos para o resultado da partida de hoje.
No final de tudo, vamos lembrar sim deste jogo como a partida épica da Argentina de Messi, que virou de 2 a 0 para 3 a 2 em 13 minutos. Mas também vamos lembrar deste jogo como um em que a arbitragem interfere a favor da atual campeã do mundo, prejudicando um país que poderia ter eliminado eles no campo.

