Argentina vira de forma épica contra Egito na Copa do Mundo em jogo com polêmicas de arbitragem

Lionel Messi comanda virada da Argentina em 13 minutos, enquanto arbitragem é, mais uma vez, motivo de discussão

Argentina vira de forma épica contra o Egito na Copa do Mundo em jogo marcado por polêmicas de arbitragem
Foto: Divulgação/FIFA

Tinha tudo para ser um dia memorável na Copa do Mundo. Seja para o Egito, que eliminaria a atual campeã do mundo, ou seja para a Argentina, que após estar perdendo por 2 a 0, conseguiu uma virada épica para 3 a 2 graças ao gênio Lionel Messi. Porém, mais uma vez, a arbitragem fez questão de se fazer presente no resultado, tomando decisões no mínimo, questionáveis, em favor do país sul-americano.

O jogo começou com o Egito melhor, tomando as rédeas da partida. E logo aos 15 minutos da etapa inicial, Yasser Ibrahim abriu o lacar para a seleção africana. Um choque inicial para a poderosa albiceleste, que até então, não havia saído atrás no placar em nenhuma partida desta Copa do Mundo. Porém, fez com que os atuais campeões acordassem, e fossem mais objetivos em direção ao gol.

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Logo na sequencia do gol egípcio, a primeira polêmica: Mac Allister foi derrubado dentro da área, e o juiz francês Francois Letexier não hesitou em marcar a penalidade máxima. Um lance que divide opiniões, já que o jogador egípcio de fato chega atrasado na bola. Porém, aliado a isso, o lance parece ter sido apenas uma jogada de corpo, dividida normal de jogo. A arbitragem interpretou como pênalti. Esta polêmica acabou não tendo muita interferência no resultado final, já que o goleiro Mostafa Shobeir pegou a cobrança de Lionel Messi.

Foto: Divulgação/FIFA

Do momento da cobrança do pênalti até o final da 1ª etapa, o nome da partida vinha sendo o de Shobeir, com diversas defesas difíceis para garantir a vitória parcial do Egito. Algo que estava, cada vez mais, frustrando os argentinos.

Logo no início da segunda etapa, a segunda polêmica: aos 14 minutos, Mostafa Ziko aproveitou um belo contra-ataque para ampliar o placar para o Egito. Porém, o árbitro foi chamado ao VAR para checar o momento em que se inicia o contra-ataque, na origem do lance, em que foi identificada uma falta em Julian Álvarez. Após a checagem, o árbitro anulou o gol egípcio e marcou a falta para a Argentina. Mais um lance interpretativo. Porém, vale destacar que a maioria dos árbitros durante esta Copa do Mundo não vem marcando falta em divididas como a que ocorreu na origem do gol do Egito. Esta foi marcada. E interferiu no resultado final.

Mesmo assim, o Egito seguiu buscando o contra-ataque, e oito minutos depois do gol anulado, o mesmo Mostafa Ziko ampliou o placar em 2 a 0, agora validado. Até o momento, a Argentina estava atônita em campo, nada do que os jogadores faziam dava certo. E o que dava certo, parava no goleiro Shobeir.

Entretanto, a partir do segundo gol egípcio, surge a figura de um dos maiores jogadores da história, Lionel Messi. Até então, Messi estava com marcação dobrada, as vezes triplicada, e não conseguia arranjar soluções para as jogadas argentinas. Após o 2 a 0, o camisa 10 reviveu na partida, mostrando o motivo de ser um dos maiores jogadores da história. Todas as jogadas passavam por ele e terminavam em boas finalizações, seja dele mesmo ou de companheiros.

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Os companheiros de Messi sentiram a entrega de seu capitão e foram junto com ele, doando tudo que tinham, sem desistir. Aos 34 minutos da etapa final, Messi coloca a bola na cabeça de Romero e o zagueiro diminui, 2 a 1. Aos 38 minutos, Messi pega um rebote de Gonzalo Montiel e chuta com força, empatando a partida, em um momento que já seria considerado memorável.

Foto: Divulgação/FIFA

Naquele momento, era um jogo de ataque contra defesa. O terceiro gol da Argentina parecia ser questão de tempo. E mesmo assim, a arbitragem fez questão de se fazer presente para a terceira polêmica da partida.

Já com dois minutos de acréscimos, o Egito saiu em um contra-ataque fulminante para tentar chocar o planeta. A Argentina tinha inferioridade numérica, e após o cruzamento, Marmoush não conseguiu pegar em cheio na bola para finalizar. Entretanto, mais atrás, Mac Allister, dentro da área, puxou a camisa deliberadamente de Fathy que entraria livre para pegar o rebote de Marmoush. A bola acabou sobrando para o próprio Mac Allister, que puxou o contra-ataque da Argentina. A conclusão foi Lautaro Martínez cruzando para Enzo Fernandez fazer o terceiro e derradeiro gol da Argentina.

Toda a delegação do Egito pedia e revisão do lance em que Mac Allister puxa a camisa do jogador egípcio. Entretanto, o árbitro sequer vai ao monitor na beira do campo, aplica diversos cartões amarelos por reclamação, e valida o gol. Um gol validado de forma errada e um pênalti não marcado.

Como se não bastasse tudo isso, ainda teria mais um momento polêmico envolvendo a arbitragem. No último minuto, o técnico do Egito, Hossam Hassan, chama desesperadamente o árbitro Letexier. O dialogo não é ouvido, porém, o treinador cruza os braços acima da cabeça, indicando que foi vitima de ataque racista. O árbitro, que deveria imediatamente fazer o mesmo sinal e parar a partida, não apenas deu prosseguimento ao jogo, como aplicou cartão amarelo a Hassan por reclamação.

Foto: Reprodução/FIFA

A Argentina segue viva na Copa do Mundo. Muito graças a Lionel Messi, o gênio que dispensa apresentações. Porém, quem merece todos os aplausos é o Egito. Que jogou, durante boa parte do tempo, melhor do que a atual campeã do mundo. Porém, parece que a arbitragem tinha outros planos para o resultado da partida de hoje.

No final de tudo, vamos lembrar sim deste jogo como a partida épica da Argentina de Messi, que virou de 2 a 0 para 3 a 2 em 13 minutos. Mas também vamos lembrar deste jogo como um em que a arbitragem interfere a favor da atual campeã do mundo, prejudicando um país que poderia ter eliminado eles no campo.