Quando pensamos em Copa do Mundo, nós brasileiros, nos acostumamos a torcer para a maior seleção do mundo, a única que pode afirmar ser pentacampeã e dona de cinco estrelas em seu escudo. Porém, após tantas conquistas, seleções históricas e jogos que marcaram gerações, vemos hoje que a maior campeã de Copa do Mundo não está mais entre as favoritas a ganhar o torneio.
Nesta copa, o Brasil atinge uma marca que desde 1994 não alcançava, 24 anos sem comemorar um título mundial, sendo o maior jejum que a seleção já viveu em sua história até então, isso porque o jejum foi interrompido no mesmo ano, quando Romário e Bebeto conduziram a seleção canarinho ao tetra mundial. Caso o Brasil não ganhe esta Copa, estaremos diante do maior período sem títulos mundiais da história da seleção brasileira.
E a nossa situação atual não é das mais animadoras, neste ciclo de Copa de 2026 o Brasil teve um de seus piores desempenhos em ciclos de copa da história, com 58,11% de aproveitamento, com três trocas de técnicos ao longo dos quatro anos e uma inconsistência que desmanchou a paixão brasileira de torcer pela equipe durante esse período.
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Com a chegada de Carlos Ancelotti, um técnico multicampeão por todo o futebol europeu para o comando técnico da seleção, as expectativas voaram as alturas com o pensamento utópico de que todos os problemas estavam resolvidos, detalhe, há aproximadamente um ano para o início do mundial.
Mas o sonho não durou, e as expectativas rapidamente despencaram quando a realidade novamente apareceu, apesar do currículo extenso do técnico, não seria do dia para a noite que o Brasil voltaria ao topo do mundo. Foram 12 jogos de Ancelotti sob controle da seleção brasileira, tendo um aproveitamento de 63,9%, sendo sete vitórias, dois empates e três derrotas, com um desempenho que não era dos mais animadores na maioria dos casos.
As principais Seleções
Se compararmos com as principais seleções, as consideradas “favoritas”, vemos um cenário completamente oposto, com organização, trabalhos bem estabelecidos e longevidade, que foram recompensados com conquistas nos últimos anos.
França
A França por exemplo, é a primeira colocada no Ranking da FIFA e vem de um trabalho de mais de uma década com técnico Deschamps, que conquistou uma Copa do Mundo em 2018, Nations League e quase foi novamente campeã do mundo na última edição do mundial, somando mais de 170 jogos até aqui. Apenas neste ciclo de copa, a França somou um aproveitamento de 73,3%, onde inclusive venceu a própria seleção brasileira em um amistoso realizado em março deste ano, e sem dúvidas é a seleção a ser batida na Copa.
Argentina
A Argentina é outra que não fica para trás, o técnico Luis Escaloni faz um belo trabalho desde o fim da Copa da Rússia em 2018, quando assumiu a seleção albiceleste, desde então estando a frente de 94 jogos no comando da Argentina. Das 94 partidas, 39 são apenas neste ciclo, com um aproveitamento altíssimo de 87,18%, além de ser, é claro, a atual campeã. O técnico Escaloni já conquistou uma Copa America em 2021, além de uma Copa do Mundo em 2022 em cima da poderosa França de Deschamps.
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Espanha
E se falamos de seleções que já fizeram história, por que não falar de uma geração espanhola emergente, que busca coniquistar o mundo em 2026. Comandados por Luis De La Fuente, que assumiu a equipe após a Copa de 2022, a seleção da Espanha vem como um dos peixes grandes para a competição, atualmente são os campeões da Eurocopa e um dos times mais bem rankeados entre as seleções. São 41 jogos até aqui, somando um total de 31 Vitórias, 7 Empates e apenas 3 Derrotas, resultando em 84,15% de aproveitamento.
Outros pontos
Diante de tantas seleções melhor rankeadas e com ciclos melhores, frutos de trabalhos organizados e de boas gestões, é inegável dizer que há pelo menos, três seleções à frente do Brasil em quesito favoritismo. E como se não bastasse, a seleção brasileira ainda conta com diversos desfalques importantes pro Mundial, Rodrygo, Éder Militão, Estêvão, e agora Wesley, todos com no mínimo, potencial para assumir a titularidade de suas respectivas posições durante a competição.
Obviamente, não podemos descartar o Brasil como um candidato a vencer a Copa do Mundo. O futebol é um esporte conhecido por ser capaz de surpreender e contradizer a própria lógica, como já fez em diversos momentos através da história, o porém, é que quando falamos de “favoritismo”, por tudo o que fora apresentado nos últimos anos, o Brasil não se enquadra nesta categoria.

