A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou um domingo (5) de frustração para milhões de torcedores. A derrota por 2 a 1 para a Noruega encerrou de forma precoce a caminhada do Brasil no Mundial e adiou, mais uma vez, o sonho da conquista do hexacampeonato. O resultado colocou fim à campanha brasileira antes das quartas de final, deixando a expectativa para a próxima edição do torneio, em 2030.
Se dentro de campo o desfecho foi decepcionante, fora dele o cenário foi bem diferente. Apesar da eliminação, a participação no Mundial garantiu uma receita milionária à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Graças ao modelo de distribuição financeira adotado pela FIFA, a entidade brasileira encerrou sua campanha com os cofres reforçados, somando valores referentes à participação na competição e ao desempenho alcançado.
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Premiação da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 entrou para a história não apenas por reunir, pela primeira vez, 48 seleções, mas também por registrar a maior premiação já distribuída pela FIFA. Ao todo, a entidade reservou US$ 727 milhões para serem divididos entre todas as equipes participantes, superando os valores pagos nas edições anteriores do torneio.
Pela tabela de premiação estabelecida pela FIFA, cada seleção eliminada nas oitavas de final, a posição que corresponde aos times classificados entre o 9º e o 16º lugar, recebeu US$ 15 milhões como recompensa pelo desempenho esportivo. O valor faz parte da estratégia da entidade de reconhecer a campanha das equipes ao longo da competição, independentemente da conquista do título.
No caso da Seleção Brasileira, esse montante foi somado à cota destinada apenas pela participação no Mundial. Antes mesmo da bola rolar, cada uma das 48 seleções classificadas recebeu US$ 10,5 milhões, quantia que inclui um repasse obrigatório de US$ 1,5 milhão para cobrir despesas de preparação, como logística, estrutura, treinamentos e organização da delegação.
Com isso, a campanha brasileira rendeu um total de US$ 25,5 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 132 milhões, considerando a cotação atual. O valor representa a soma da premiação pela colocação final com a cota de participação destinada pela FIFA às seleções classificadas para a competição.
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A distribuição financeira segue aumentando conforme o avanço das equipes no torneio. As seleções classificadas para as quartas de final recebem valores superiores, enquanto semifinalistas, finalistas e campeã acumulam premiações ainda maiores. O grande vencedor da Copa do Mundo de 2026 receberá US$ 50 milhões, estabelecendo um novo recorde para a competição.
Embora o resultado esportivo tenha ficado abaixo das expectativas da torcida brasileira, os números mostram que disputar a Copa do Mundo continua sendo altamente vantajoso do ponto de vista financeiro. Além da visibilidade internacional, as federações nacionais garantem receitas significativas que podem ser utilizadas em investimentos na estrutura do futebol, no desenvolvimento de categorias de base, em projetos esportivos e na preparação das seleções para futuras competições.
Assim, mesmo sem levantar a taça e com a eliminação precoce, a participação no principal torneio do futebol mundial assegurou à CBF uma arrecadação expressiva, reforçando o peso econômico da Copa do Mundo para as entidades que representam o futebol de cada país

