Ancelotti lamenta eliminação do Brasil na Copa 2026 e projeta renovação da Seleção

Treinador destaca frustração após derrota para a Noruega, mas reforça continuidade do trabalho na Seleção Brasileira

Foto: Divulgação/Fifa

A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 deixou um ambiente de frustração na Seleção Brasileira, mas Carlo Ancelotti preferiu olhar para frente. Em sua entrevista após a derrota por 2 a 1, o treinador italiano reconheceu o impacto do resultado, classificou o momento como um “luto esportivo” e afirmou que o revés marca o começo de uma nova etapa do trabalho iniciado há pouco mais de um ano.

“É óbvio que estamos todos profundamente tristes, porque o time até agora tinha feito não uma Copa espetacular, mas uma boa Copa. Acho que no jogo de hoje a gente também poderia merecer ganhar o jogo. Quando acontece um momento assim, você tem que pensar que uma derrota é o começo de uma nova aventura. Acredito que essa derrota não é um fim, é um princípio de um novo ciclo”.

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Ancelotti evitou tratar a eliminação como um encerramento de projeto. Com contrato renovado até 2030, o treinador afirmou que pretende utilizar a experiência adquirida no Mundial como base para a próxima fase da Seleção, dando sequência ao processo de renovação iniciado desde que assumiu o cargo, em maio de 2025.

“Vamos tentar melhorar e buscar novas ideias. O mesmo que fizemos esse ano. Vamos administrar essa derrota com um novo impulso ao trabalho e na avaliação dos jogadores”.

O técnico também avaliou o desempenho diante da Noruega e considerou que o Brasil esteve perto da classificação. Para ele, a equipe controlou boa parte da partida, mas acabou castigada pela eficiência do principal jogador adversário.

“Acho que merecíamos ganhar o jogo. Sabíamos que eles podiam jogar nesse estilo, tentaram manter a intensidade do jogo com a posse de bola. Nós durante 70 minutos tivemos o jogo sob controle, mas o Haaland acabou decidindo”.

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Durante a entrevista, o treinador também explicou por que Bruno Guimarães foi o escolhido para cobrar o pênalti desperdiçado no primeiro tempo, em vez de Vinicius Junior.

“(A escolha foi) porque fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo.”

Com a queda nas oitavas de final, o Brasil encerra sua participação na Copa do Mundo de 2026. Para Ancelotti, porém, o resultado representa apenas o primeiro grande obstáculo de um projeto que seguirá em construção nos próximos anos.