Passividade custa caro e Brasil é superado pela Noruega na Copa do Mundo

Equipe brasileira aceita ritmo do adversário e vê eliminação com destaque para Alisson e Haaland

Foto: Divulgação/Fifa

Passiva, lenta e sem conseguir imprimir ritmo, a Seleção Brasileira aceitou o jogo da Noruega e pagou caro por isso. Com uma atuação segura e merecida, os noruegueses venceram por 2 a 1 neste domingo (5), no MetLife Stadium, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Haaland, que pouco apareceu durante a partida, precisou de apenas uma oportunidade para decidir. A eliminação ainda mantém um tabu: o Brasil segue sem vencer a Noruega na história e volta a cair nas oitavas de final após 36 anos, desde o Mundial de 1990.

A postura passiva vista no placar começou a se desenhar logo nos primeiros minutos. Mesmo com Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá, repetindo a fórmula que deu certo contra o Japão, o Brasil deu a bola para a Noruega, cedeu espaços e viu os adversários controlarem as ações. Os noruegueses tiveram mais posse e apostavam, especialmente, em jogadas com Sorloth pelo lado esquerdo. Em uma bobeada na marcação, o camisa 7 deu passe para Berg marcar, mas estava impedido.

O time verde e amarelo deu uma despertada e começou a aparecer mais no campo de ataque. Rayan e Vinicius Junior eram buscados para explorar os laterais adversários. As jogadas foram acontecendo e, numa delas, Matheus Cunha foi derrubado dentro da área. Graças ao VAR, o árbitro marcou corretamente o pênalti, que foi mal batido por Bruno Guimarães e defendido por Nyland.

No entanto, como a Noruega tinha a bola, os comandados de Solbakken procuravam desacelerar, e o Brasil pecava justamente em dar espaços para eles, especialmente para Odegaard, que tinha liberdade para orquestrar os Leões. Sem contar que “faltava firmeza” na hora de acionar alguém.

EAST RUTHERFORD, NEW JERSEY - JULY 05: Alisson #1 of Brazil saves the shot taken by Martin Odegaard #10 of Norway during the FIFA World Cup 2026 Round of 16 match between Brazil and Norway at New York New Jersey Stadium on July 05, 2026 in East Rutherford, New Jersey. (Photo by Dan Mullan/Getty Images)
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Uma mostra disso foi quando Danilo errou no ataque e deu espaço para o contra-ataque. Por sorte, Odegaard, que dessa vez optou por conduzir, não foi feliz e parou em Alisson. A estratégia das jogadas pelo lado só funcionou aos 40 minutos. De Martinelli para Vini, que apostou na jogada individual e bateu buscando o canto, mas o goleiro fez grande defesa. Quando mudava de rotação, a Seleção conseguia sobressair e arrancou aquele suspiro com Martinelli. O camisa 22 recebeu levantamento sozinho na área, mas errou o tempo da bola. Se o ataque estava devendo, a sorte ter Alisson atrás, que voltou a ser essencial para que o placar se mantivesse zerado no intervalo.

E, ao invés de melhorar na segunda etapa, o Brasil manteve a mesma postura, sendo lento e dando espaços para os noruegueses. A rotação só melhorou quando Endrick entrou no lugar de Matheus Cunha. Desde que ele entrou, o time criou quatro chances de gol. Mas até aí havia um empecilho: Nyland.

Depois de ter novos sustos na defesa, Ancelotti ainda colocou Neymar e Danilo Santos. Porém, a falta de ajustes da defesa ainda complicava a vida da equipe, que seguia dependendo de Alisson. Com isso, Ederson entrou na vaga de Bruno Guimarães. Essa passividade brasileira custou caro. A Noruega trocou passes como quis pelo lado direito. Haaland, que precisava de apenas uma bola, se antecipou a Gabriel Magalhães e cabeceou para o fundo do gol.

E, se o jogo já estava favorável para os nórdicos, graças à marcação frouxa, o resultado positivo era tudo que eles queriam faltando 15 minutos, fora os acréscimos. A passividade ainda atrapalhava, mesmo com as chegadas ao ataque, com direito a uma bola na trave de Endrick. Com ritmo e rotação a seu favor, os Leões ampliaram novamente com Haaland, que acertou o canto de Alisson. Se o placar não foi ainda mais elástico, muito se deve ao goleiro brasileiro, o melhor atleta das oitavas.

Ainda houve tempo para o tento de honra nos acréscimos. O Brasil teve um pênalti a favor após Casemiro sofrer uma cotovelada de Ostigard dentro da área. Neymar deslocou bem o goleiro para marcar em sua despedida da Seleção. Tarde demais para uma equipe que aceitou a imposição da Noruega durante praticamente toda a partida.

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Foto: Divulgação/Fifa

Remar para às quartas de final

Agora, a Noruega vai remar até as quartas de final e aguarda o adversário da próxima fase, que sairá do confronto entre México e Inglaterra. As seleções se enfrentam às 21h (de Brasília), na noite deste domingo (5), no Estadio Azteca.