A Copa do Mundo 2026 ainda não começou, mas já promete ser a mais triste da história. Isso porque ela vai marcar o fim de uma era histórica do futebol e a despedidas de craques que abrilhantaram as telas pela última década. Não apenas o último Mundial de Messi e Cristiano Ronaldo, mas também de Luka Modric, Kevin De Bruyne e talvez até mesmo de Neymar.
Enquanto o mundo estará celebrando o fato de ser a maior Copa do Mundo de todos os tempos, restará aos fãs dos craques guardar com carinho os dribles, jogadas magistrais e tiradas da cartola daqueles que um dia nos fizeram sorrir, mesmo que por 90 minutos. E é claro que se despediram muitos jogadores gigantes do futebol, mas quando uma era acaba, o futebol perde um pouco do seu brilho também.
Veja as principais despedidas da Copa do Mundo 2026:
Messi (Argentina): o único da lista a ser campeão do Mundo (por enquanto), Messi chega para seu sexto mundial depois de ter participado das edições de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Ele é, também, o jogador com mais partidas disputadas em Copas do Mundo (26), superando Lothar Matthäus na Copa de quatro anos atrás. Considerado por muitos o melhor jogador de todos os tempos, Messi já poderia ter se despedido muito antes da seleção argentina.
O craque anunciou a aposentadoria da seleção em junho de 2016, após perder a final da Copa América Centenário para o Chile, mas conseguiram demovê-lo da ideia e retornou aos gramados para levar a Argentina à glória em 2022. Agora, busca a segunda taça e a coroação eterna.

Cristiano Ronaldo (Portugal): lenda do futebol, Cristiano Ronaldo busca o milésimo gol e ele pode sair na sua última Copa do Mundo. O craque português também jogará sua sexta edição em Mundiais e busca o primeiro título para Portugal, que nunca sentiu o gosto de erguer a maior taça da história. A seleção lusitana chega com um forte elenco e é uma das favoritas ao título. A pressão em cima do “papai Cris” aumentou após o título de Messi em 2022, afinal ambos disputaram recordes lado a lado por anos.
Cristiano Ronaldo foi um dos responsáveis por levar Portugal aos únicos três títulos em sua história: Eurocopa 2016 e Liga das Nações 2018-19 e 2024-25. Agora, espera conquistar a Copa do Mundo, mas para isso precisa quebrar a sina de nunca ter marcado em fases de mata-mata do Mundial. Será que consegue?

Neymar (Brasil): O craque brasileiro poderia ter ficado de fora inclusive do atual Mundial, mas foi chamado por Ancelotti e estará em sua quarta edição. O camisa 10 e maior artilheiro da Seleção Brasileira participou das edições de 2014, 2018, 2022 e agora 2026. Entretanto, nunca conseguimos vê-lo desfilar em condições físicas completas.
Em sua primeira Copa do Mundo, no Brasil em 2014, uma lesão o tirou da semifinal que se converteu no maior vexame da história do escrete canarinho em Mundiais (7 a 1 contra a Alemanha). Em 2018, chegou lesionado. Ele ficou afastado por quase três meses do gramado após sofrer uma fratura no quinto metatarso do pé direito e uma ruptura de ligamento no tornozelo em fevereiro. Apesar de ter conseguido jogar a competição, revelou que ainda sentia dores. Em 2022, se lesionou na estreia brasileira e retornou somente no mata-mata.
Agora, em 2026, chega com uma lesão que o fará desfalcar a Seleção Brasileira na partida de estreia contra o Marrocos, no sábado (13). Apesar de ser a maior esperança brasileira e um dos maiores brasileiros de sua geração, nunca conseguimos realmente ver o Neymar em seu prime em Copas do Mundo.

Luka Modrić (Croácia): Um dos responsáveis pela eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022 e Bola de Ouro do mesmo ano, Luka Modric poderia ter chegado também para seu sexto Mundial, a exemplo de Messi e CR7. Mas para isso, a Croácia precisaria ter se classificado para a Copa do Mundo de 2010. Como não aconteceu, Modric chega para sua edição.
Ele também vai se despedir do maior palco do futebol mundial em 2026, junto com a geração croata que encantou o mundo com o vice-campeonato em 2018 contra a França.
Kevin De Bruyne (Bélgica): Maestro da potente “geração belga” que no fim não mostrou a que veio, De Bruyne também vai se despedir das Copas nessa edição. Multicampeão e um dos maiores jogadores da história de sua seleção, o craque não conseguiu vencer uma edição de Copa do Mundo.
A melhor participação belga foi em 2018, com o craque ajudando a eliminar o Brasil, mas caindo para a França na semifinal e conquistando o histórico terceiro lugar. A França seria campeã daquele ano, eliminando justamente a Croácia na decisão. Agora já mais envelhecida, a geração belga corre por fora em busca do título.
O texto poderia citar outros tantos nomes que marcaram esta geração e vão se despedir nesta Copa do Mundo, mais do que uma aposentadoria, veremos o fim de uma era. No fim, tudo vai nos lembrar de que 90 minutos sim são suficientes para entrar para a história, mas que depois disso, ela é eterna.

