O Santos decidiu recorrer ao STJD para tentar anular a partida contra o Coritiba, disputada no último domingo (17), pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube entende que houve falha da arbitragem no procedimento que resultou na saída de Neymar durante o segundo tempo do confronto.
A diretoria santista sustenta que o atacante não deveria ter sido retirado da partida e afirma que o protocolo oficial de substituições foi descumprido.
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A situação aconteceu quando Neymar recebia atendimento médico fora do gramado por conta de dores na panturrilha. Enquanto o atacante era atendido, a substituição foi autorizada e Robinho Jr entrou em campo. O camisa 10, porém, afirmou depois da partida que havia reconsiderado o pedido inicial para sair do jogo.
Segundo o camisa 10, a mudança de decisão aconteceu após Escobar também relatar problemas físicos ao banco de reservas.
“Eu pedi para sair, tomei uma pancada no primeiro tempo e ficou dolorida. Fiquei com medo e queria me preservar naquele momento. (…) O Escobar tinha sentido e falei que poderia ficar em campo”, explicou.
O atacante também afirmou que aguardava autorização para retornar ao gramado quando percebeu que a troca já havia sido concluída pela arbitragem.
“Eu não vi a substituição. Sabia que o Robinho Jr ia entrar. Eu fico esperando para ser chamado para retornar, mas o jogo reinícia e fico esperando. Aí ele fala que eu tinha saído, erro grave da arbitragem”, declarou.
Na súmula, o árbitro registrou que o auxiliar César Sampaio confirmou verbalmente e por gestos que Neymar deixaria a partida. A versão, no entanto, foi negada posteriormente pelo membro da comissão técnica santista.
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Nota oficial do Santos
“O Departamento Jurídico informa que entrou com ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para solicitar a anulação da partida disputada no dia 17/5, diante do Coritiba, válida pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Clube entende que houve erro de direito quando a arbitragem impediu a permanência em campo do atleta Neymar Jr., o que contrariou determinação da própria comissão técnica e desrespeitou o protocolo oficial de substituições de jogadores.
O que está em discussão não é performance técnica ou resultado do jogo, mas a defesa da instituição e das regras da FIFA.”

