Inglaterra mira uso de Viagra para duelo com o México no Azteca

Inglaterra
(Foto: Divulgação / Inglaterra )

A noite deste domingo (5) promete fortes emoções para os torcedores de México e Inglaterra, que se enfrentam pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada às 18h no horário local (21h de Brasília), no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México.

Considerado um verdadeiro caldeirão do futebol mexicano, o Azteca tem capacidade para cerca de 87 mil torcedores e está situado a aproximadamente 2.240 metros acima do nível do mar. A altitude é vista como um dos principais trunfos da seleção mexicana e um desafio para os ingleses, que buscam minimizar os efeitos da menor concentração de oxigênio para manter o desempenho físico ao longo dos 90 minutos.

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Viagra x altitude

Justamente por causa da altitude da Cidade do México, a preparação para a partida vai muito além dos aspectos técnicos e táticos. Ciente dos desafios impostos pela menor concentração de oxigênio, a comissão técnica da Inglaterra tem estudado estratégias para minimizar os efeitos fisiológicos sobre os jogadores. Entre as alternativas analisadas, segundo o site “The Sun”, está o uso do Viagra, como recurso médico para auxiliar a adaptação dos atletas às condições de altitude

À primeira vista, a ideia pode parecer estranha ou até mesmo parecer inusitada. No entanto, ela tem explicação científica. O sildenafil, princípio ativo do Viagra, foi criado para tratar problemas de circulação sanguínea e de hipertensão pulmonar. Anos depois, o medicamento ficou conhecido mundialmente por ser usado no tratamento da disfunção erétil.

Além disso, estudos mostram que a substância pode em determinadas situações, o medicamento pode favorecer a dilatação dos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo de sangue e facilitando a oxigenação do organismo, especialmente em ambientes de grande altitude.

Com 2.240 metros de altitude é comum que atletas sintam os efeitos da redução da pressão atmosférica, apresentando sintomas como fadiga precoce, falta de ar, dores de cabeça e dificuldade para manter a intensidade física durante o jogo..

Fora que especialistas em medicina esportiva afirmam que o organismo precisa de dias ou até semanas para se adaptar completamente às condições de altitude. Entretanto, na Copa do Mundo isso não é possível e por essa razão muitas delegações buscam alternativas que possam minimizar esses impactos sem comprometer o desempenho dos jogadores.

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Nesse contexto, o Viagra é considerado uma opção analisada pela comissão médica inglesa, dentro das normas esportivas e sob supervisão profissional. O medicamento não é proibido pela WADA quando usado para fins médicos, mas sua utilização dependeria de avaliação individual, sem aplicação generalizada entre atletas.

Inglaterra busca alternativas

Além do possível uso de medicamentos, a Inglaterra também investe em outras estratégias para enfrentar a altitude. Entre elas estão treinamentos em câmaras hipobáricas, períodos de aclimatação em locais elevados, monitoramento constante dos níveis de oxigênio no sangue e planejamento específico da carga física antes das partidas disputadas no México. Essas medidas são consideradas fundamentais para reduzir o desgaste e preservar o rendimento dos jogadores.

A preocupação inglesa não é exclusiva. Historicamente, a altitude já influenciou competições internacionais, especialmente em esportes de resistência, tornando o fator geográfico um elemento capaz de equilibrar confrontos entre equipes tecnicamente diferentes.

Caso a Inglaterra confirme a utilização do sildenafil como parte de sua preparação, a decisão chamará atenção não apenas pelo caráter inusitado, mas também pelo avanço da ciência aplicada ao esporte de alto rendimento.