Copa do Mundo bate recorde histórico e impulsiona candidatura dos EUA para 2038

Copa do Mundo
Foto: Divulgação/FIFA

A Copa do Mundo de 2026 vem confirmando o enorme sucesso de sua organização e do interesse do público. Prova disso é que o maior torneio de futebol do planeta já entrou para a história ao se tornar a edição com o maior público já registrado nos estádios, superando uma marca que permanecia intacta havia mais de 30 anos.

A edição de 2026 já ultrapassou a marca de 5.048.079 milhões de torcedores presentes nos estádios, estabelecendo um novo recorde de público na história das Copas do Mundo. Com isso, superou a marca de 3.587.538 espectadores registrada no Mundial de 1994, disputado também nos Estados Unidos. O recorde histórico foi alcançado ainda durante a fase de grupos e deve ser ampliado, já que a competição segue em andamento e ainda tem dezenas de partidas pela frente.

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Na verdade, o que mais chama atenção não é apenas o número de torcedores alcançado, mas a duração do recorde anterior. A marca estabelecida na Copa do Mundo de 1994 permaneceu intacta por mais de 30 anos, resistindo a outras sete edições do torneio. Nem mesmo os Mundiais de 2014, sediado no Brasil, e nem o de 2022, com sede no Catar, conseguiram superar o público registrado nos Estados Unidos. Curiosamente, foi justamente a edição de 2026, novamente sediada nos Estados Unidos, que colocou fim ao recorde histórico estabelecido no país há mais de 30 anos.

O novo recorde pode ser explicado por uma combinação de fatores. A presença de grandes estádios, a alta procura por ingressos e o enorme interesse do público foram determinantes para que a edição de 2026 superasse a marca histórica. Além disso, o formato inédito adotado pela FIFA também contribuiu para esse feito. Pela primeira vez, a Copa do Mundo reúne 48 seleções e contará com 104 partidas, o dobro dos 52 jogos disputados na edição de 1994, que contou com 24 equipes. Mesmo com um calendário mais extenso, a ocupação dos estádios impressiona, alcançando uma média de público que supera 99% da capacidade disponível, evidenciando o sucesso da competição e a forte presença dos torcedores nas arquibancadas.

Com as oitavas de final se aproximando, a expectativa é de que o número final de espectadores estabeleça uma marca difícil de ser alcançada nas próximas edições. O recorde reforça o impacto da primeira Copa do Mundo realizada em três países: Estados Unidos, Canadá e México e, confirma o enorme apelo do principal torneio do futebol mundial junto aos fãs do esporte.

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Sede da Copa do Mundo em 2038

O sucesso da Copa do Mundo de 2026 já desperta nos Estados Unidos o desejo de voltar a receber o principal torneio do futebol mundial. Embalado pelos recordes de público, pela estrutura dos estádios e pela repercussão positiva da competição, o país sinalizou interesse em disputar o direito de sediar a edição de 2038.

A ideia é aproveitar toda a experiência adquirida com o atual Mundial para fortalecer uma futura candidatura e manter o país como uma das principais referências na organização de grandes eventos esportivos.

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Segundo o diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca, Andrew Giuliani, em entrevista reproduzida pela BBC, os Estados Unidos reúnem a infraestrutura necessária para voltar a sediar uma Copa do Mundo. Ele também mencionou a possibilidade de a FIFA ampliar o número de participantes de 48 para 64 seleções, o que fortaleceria uma eventual candidatura do país para 2038.

Quando você pensa que a Copa do Mundo pode ser ampliada para 64 seleções, acho que os Estados Unidos têm capacidade para organizar um torneio desse porte. Vamos garantir primeiro que concluamos esta edição, antes de apresentarmos nossa candidatura para 2038. Não há país mais bem preparado para receber uma Copa do Mundo, e acho que estamos vendo isso nas redes sociais. Também estamos vendo isso com todos os torcedores que talvez estejam tendo contato com os EUA pela primeira vez, ou pela primeira vez em muito tempo.”

Além disso, Giuliani ressaltou que os Estados Unidos já contam com estádios modernos e preparados para receber uma Copa do Mundo, o que reduz significativamente os custos de organização do torneio. Segundo ele, esse é um diferencial importante em relação a outros países, que muitas vezes precisam investir bilhões de dólares na construção ou reforma de arenas para sediar a competição.

“Eles (os torcedores) percebem que somos muito receptivos e que contamos com uma infraestrutura extraordinária. Nossos estádios já estão prontos. Então, para os EUA, em comparação com outros países-sede, onde os custos chegam a dezenas e dezenas de bilhões de dólares, para nós o gasto foi de apenas alguns bilhões.”

Enquanto os Estados Unidos já demonstram interesse em voltar a receber o torneio em 2038, as próximas edições da Copa do Mundo já têm destino definido pela FIFA. Em 2030, a competição será realizada de forma inédita por três países: Portugal, Espanha e Marrocos, com as partidas inaugurais acontecendo no Uruguai, na Argentina e no Paraguai, em homenagem ao centenário do Mundial. Na sequência, a edição de 2034 terá como sede a Arábia Saudita, que organizará o torneio pela primeira vez em sua história.