O Santos venceu o Vasco por 3 a 0 no confronto direto na luta pelo rebaixamento nesta tarde de domingo (16), pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo, equilibrado e pegado desde o início, deu suas caras logo no começo: os capitães Neymar e Thiago Mendes não se cumprimentaram durante o cara ou coroa. No hino nacional, o craque santista chegou a estender a mão, mas não teve retorno do volante vascaíno.
Vale lembrar que, em 2020, Thiago Mendes deu uma entrada duríssima em Neymar no clássico francês entre Lyon e PSG, lesionando o camisa 10. A mágoa seguiu até este ano, quando, no primeiro turno, os dois tiveram discussões acaloradas em campo.
Em campo, a tensão continuou. Por se tratar de um confronto direto, os dois times começaram nervosos no primeiro tempo. O Vasco tinha a bola e tentava impor seu ritmo, mas era o Santos quem criava as principais chances. Gabriel Barbosa perdeu um gol claro na primeira etapa, mas compensou aos 68 minutos, quando saiu na cara do gol e, dessa vez, não perdoou: 1 a 0 para o Santos, e toda a pressão do Vasco foi por água abaixo.
Não demorou muito para sair o segundo. Neymar bateu falta, e o goleiro Léo Jardim espalmou a bola no peito de William Arão. O zagueiro, que até quinta-feira nunca havia marcado com a camisa do Peixe, chegou ao segundo gol na semana. Aos 81 minutos, Luan Peres fechou a partida em mais um bate-rebate na área do goleiro vascaíno.
Com a vitória, a equipe santista subiu três posições e ocupa agora a 14ª colocação do campeonato, empurrando o rival para a penúltima posição.
Rumo da temporada
O Vasco da Gama tem uma grande decisão pela frente nesta semana. Disputando três competições, o time vai enfrentar o Olímpia fora de casa pelo jogo de volta das oitavas de final da Sul-Americana e terá que decidir se vai com força máxima ou se poupa titulares para a próxima rodada do Brasileirão, quando enfrenta o líder do campeonato, Palmeiras.
Em entrevista coletiva ao assumir o comando técnico do Vasco, o treinador Pedro Emanuel disse querer disputar as três competições “a vera”, sem priorizar nenhuma. Na prática, porém, isso costuma ser difícil, ainda mais para um time que briga para não cair na principal competição do país.

