Faltam poucos dias para o início da Copa do Mundo de 2026, e algumas mudanças já confirmadas pela FIFA prometem marcar esta edição do torneio. As novidades foram discutidas e aprovadas durante uma reunião realizada em maio, antes do 76º Congresso da entidade, em Vancouver, no Canadá, e passarão a valer já na próxima Copa do Mundo.
Algumas são inéditas e refletem a grandiosidade da maior competição de futebol do planeta. Confira, a seguir, as principais novidades que estarão em vigor na Copa do Mundo de 2026:
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História sendo escrita
Pela primeira vez na história, a Copa do Mundo será sediada por três países simultaneamente: Estados Unidos, México e Canadá. Além da inédita divisão das sedes, a edição de 2026 contará com uma expansão significativa de 64 para 104 partidas em razão do aumento no número de seleções participantes.
A expectativa também é de um crescimento expressivo no público presente, o que exige uma estrutura ainda maior para receber atletas, delegações e milhões de torcedores. Diante desse desafio, a FIFA optou pela América do Norte, região que oferece a estrutura necessária para sediar a maior Copa do Mundo já realizada, com capacidade para receber um número recorde de seleções, partidas e torcedores.
Com o aumento da dimensão do torneio, a distribuição das cidades-sede também foi ampliada. Os Estados Unidos serão o principal anfitrião da competição, com 11 cidades recebendo partidas, enquanto o México contará com três sedes e o Canadá com duas.
A estratégia da FIFA é aproveitar a ampla infraestrutura disponível nos três países, especialmente a rede de estádios e a capacidade hoteleira norte-americana. Não por acaso, os Estados Unidos também serão responsáveis por sediar a grande final da Copa do Mundo de 2026.
Aumento de participantes
Outra novidade desta edição é a ampliação do número de participantes, que passa de 32 para 48 seleções. A mudança, no entanto, não é inédita na história da competição. Ao longo das décadas, a FIFA promoveu sucessivas expansões no torneio, acompanhando o crescimento do futebol mundial e ampliando a representatividade de diferentes continentes na principal competição do esporte.
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A primeira edição da Copa do Mundo, realizada em 1930, contou com apenas 13 seleções participantes. Quatro anos depois, o torneio foi ampliado para 16 equipes, formato que permaneceu em vigor até a edição de 1978.
Em 1982, a FIFA promoveu uma nova expansão, elevando o número de participantes para 24 seleções, modelo mantido até 1994. Já a partir da Copa de 1998, o torneio passou a reunir 32 países, formato que seguiu até a edição realizada no Catar, em 2022.
Agora, em 2026, a competição alcançará um novo patamar com 48 seleções. Além disso, já existem discussões dentro da FIFA sobre uma possível ampliação futura, o que poderá aumentar ainda mais o número de participantes nas próximas edições do Mundial.
Altas cifras
O aumento no número de seleções participantes e a realização da Copa do Mundo em três países também geram um crescimento significativo nas receitas comerciais do torneio. Como consequência, a FIFA anuncia um aumento de 15% nos valores destinados às federações participantes e nas premiações distribuídas durante a competição.
Entre as principais mudanças está o valor destinado à preparação das seleções classificadas, que passa de US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 7,4 milhões) para US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 12,4 milhões). O reajuste representa um importante reforço financeiro, especialmente para países com menor investimento no futebol.Outro ponto de destaque é o aumento da cota de participação no torneio.
O valor pago a cada seleção classificada sobe de US$ 9 milhões (cerca de R$ 44,7 milhões) para US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 49,7 milhões), ampliando ainda mais o impacto econômico da competição.
Além disso, a FIFA estabelece que parte da receita adicional gerada pelo novo formato seja redistribuída entre as 211 federações filiadas à entidade. Dessa forma, até mesmo os países que não conquistam vaga para a Copa do Mundo participam desse ciclo financeiro, reforçando o papel do torneio como um mecanismo global de desenvolvimento e distribuição de recursos para o futebol.
O modelo consolida o Mundial não apenas como o principal evento esportivo do planeta, mas também como uma importante ferramenta de fortalecimento econômico das federações nacionais.

