A 17ª edição do Troféu Cidade de Jesolo mudou o panorama internacional atual da ginástica artística feminina. As potências mundiais não só iniciaram a temporada, mas usaram o PalaTurismo de palco para darem os primeiros passos em direção a Los Angeles 2028.
Sem as suas principais estrelas, a equipe dos Estados Unidos conquistou a medalha de ouro por equipes (Gara a Squadre), somando 160.933 pontos para se manter no topo da tabela. O primeiro lugar do pódio foi definido por uma margem milimétrica, quase comprometendo a soberania norte-americana. A França ficou com o segundo lugar por apenas 0.135 pontos, mostrando que a disputa pelo topo do mundo está em aberto.
A grande surpresa veio da Itália. Dividindo suas atletas em dois grupos para fazer a rotação no elenco, a comissão técnica viu a “Itália B” garantir o bronze por equipes com 157.365 pontos, superando a China e a própria equipe principal da casa, a “Itália A”, que sofreu com quedas e oscilações.
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O time foi conduzido pelas paralelas de Giulia Perotti (14.133), e pela regularidade de July Marano e Benedetta Gava, mostrando a profundidade do banco italiano.
O Troféu de Jesolo, realizado em março, mostrou que atualmente as equipes se preocupam mais com a precisão de errar menos do que com o grau de dificuldade dos aparelhos. A corrida até as Olimpíadas de Los Angeles 2028 promete ser uma verdadeira batalha.
Estrela francesa lidera os destaques individuais
Elena Colas foi a grande estrela em Jesolo, garantindo o ouro no All-Around (Individual Geral) da categoria Sênior, com 54.032 pontos. A francesa se tornou a única a romper a barreira dos 54 no torneio, buscando a perfeição ao cravar nas apresentações dos quatro aparelhos. A paralela assimétrica cirúrgica fez com que ela tirasse a maior nota do evento, um belo 14.333.

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Mas não parou por aí, a França também ficou com o ouro individual júnior com a promessa Louane Plisson, que somou 53.867. Com esses resultados, o time francês se torna a ameaça mais real aos Estados Unidos.
O segundo lugar ficou com a americana Charleigh Bullock, com a parcial de 52.966. A China foi representada por Li Rongjinyi, sua ginástica tradicional garantiu o bronze individual com 52.900.
Apesar de ficarem fora do pódio, a estadunidense Reese Esponda, e a italiana Benedetta Grava cravaram as melhores notas no salto, ambas com 14.067. Reese também foi a melhor solista, marcando um 13.700 no tablado. Enquanto Elena dominou as paralelas assimétricas, foi a chinesa Zhang Xinyi que levou a melhor na trave, conseguindo a parcial de 14.300.

