O Milan conseguiu uma grande vitória na tarde deste domingo (18). Em jogo válido pela sétima rodada da Serie A, os Rossoneri dominaram boa parte do confronto, mas também sofreram sem necessidade até ganharem da Atalanta por 3 a 2. Em um San Siro pulsante, a equipe de Ruben Amorim aproveitou a oportunidade para diminuir a distância para a liderança, encerrar o incômodo jejum diante da La Dea e conquistar a terceira vitória consecutiva em casa.
O resultado, porém, não veio sem sustos. Depois de construir uma boa vantagem, o Milan viu a Atalanta reagir e ameaçar estragar a festa dos donos da casa. A vitória manteve a sequência invicta de Amorim na liga, mas também deixou um alerta: a inércia dos Rossoneri quase custou caro.
Sorte também faz parte
Empurrado pela torcida rossonera, o Milan entrou em campo buscando encerrar o incômodo diante da Atalanta e, claro, subir na tabela para diminuir a distância para a rival Internazionale. A equipe até tentou aproveitar o embalo dos cânticos para atacar, mas, com o passar do tempo, a adversária adiantou as linhas de marcação, dificultando a vida dos donos da casa, que não conseguiam sair em transição. A pressão era tanta que até Modric precisou recuar para organizar a saída de bola.

Aos poucos, os comandados de Ruben Amorim foram chegando ao ataque, fazendo o goleiro Carnesecchi trabalhar. O caminho para colocar a bola na rede era com Chukwueze pelas beiradas do campo. Em uma de suas arrancadas, o camisa 21 por pouco não teve êxito, mas o tento foi anulado por impedimento. No entanto, as subidas deixavam buracos na defesa, e a La Dea buscava explorar, ainda mais porque a zaga batia cabeça em alguns momentos. Foi o caso de Kolasinac, que se livrou dos dois defensores e de Maignan, mas, com o gol aberto, teve a proeza de balançar a rede pelo lado de fora.
Como todos sabemos, quem não faz, leva. Aos 25, Musah, que tentou arriscar, contou com a sorte. A bola, que iria para longe, acabou batendo no braço de Obric, que tentou bloquear. Daniele Chiffi assinalou o pênalti após revisão do VAR. Gonçalo Ramos esperou Carnesecchi decidir e colocou no canto esquerdo para deixar o Milan na frente.
A vantagem no marcador fez os Rossoneri melhorarem, diversificando as chegadas ao ataque e ficando mais atentos na marcação para impedir os contragolpes da Atalanta, que, por sua vez, tentava se arriscar. A estratégia dos mandantes se sobressaiu, e eles conseguiram fazer o segundo antes de irem para o intervalo, justamente quando passaram a armar as jogadas de outras formas. Rabiot tabelou na intermediária, a bola chegou a Diego Moreira, que fez grande jogada e rolou com capricho para o francês tirar do marcador e chutar forte no canto.
Mãos dos técnicos fazem a diferença
Pouca coisa mudou no segundo tempo. O Milan aproveitava a vantagem para controlar o confronto, rodando a bola de pé em pé e tentando marcar mais, enquanto a Atalanta até tentava sufocar um pouco na marcação, mas o desempenho abaixo do esperado fazia os visitantes terem pouco capricho quando conseguiam aparecer no campo ofensivo. Para manter o mesmo nível, Amorim resolveu tirar Chukwueze, que caiu de rendimento e errava muitos passes, para colocar o jovem Hutchinson.
A troca mostrou efeito imediato. O ponta chegou a colocar uma bola na trave logo no primeiro lance e participou da origem da jogada que resultou em outra penalidade a favor da equipe rossonera. Desta vez, Rabiot foi acionado no meio e bateu de primeira, mas Kristensen desviou com o braço.
Novamente, o árbitro precisou confirmar a marcação. Gonçalo Ramos não teve a mesma eficiência da cobrança anterior e, mesmo soltando uma bomba, parou no mérito de Carnesecchi, que fez grande defesa. Mas o torcedor pôde comemorar na bola parada, em cobrança de escanteio. Em jogada ensaiada, Gila aproveitou o desvio na primeira trave para subir sozinho e, finalmente, fazer o terceiro.
A Atalanta teve sua melhor chegada aos 63′, quando mandou uma bola na trave. A equipe de Bérgamo cresceu e também contou com as substituições de Maurizio Sarri, que ainda mexeu no esquema, colocando Gaetano mais centralizado. Os visitantes aproveitaram o desligamento dos donos da casa, e o próprio camisa 70 diminuiu a diferença.
A La Dea seguiu aproveitando, mas passou a ter dificuldades diante da linha defensiva, que, dependendo do momento, era formada por seis jogadores e mudava de acordo com o andamento da partida. Já quando tinha a posse, o Milan tentava gastar tempo. Perigoso. Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E furou.

Em contra-ataque rápido, Krstovic, que entrou junto com Gaetano, recebeu em velocidade e não decepcionou os companheiros ao marcar.
Os Rossoneri podem ter alcançado alguns feitos nesta sétima rodada, mas a inércia da equipe, muito por culpa de Amorim, pesou. O treinador, que em outro momento soube identificar um jogador abaixo do esperado, demorou para fazer os ajustes, seja com novas mexidas ou até na postura da equipe. O empate só não veio graças a Maignan.
Situação na tabela
Invicto há sete jogos, algo que não acontecia desde 2021/22, quando conquistou o Scudetto, o Milan escalou a tabela de classificação e assumiu a quarta colocação, com 15 pontos – quatro a menos que a Internazionale. Já a Atalanta caiu para o 11º lugar, somando pontos.
De olho nas competições europeias
Agora, as equipes irão se preparar para voltar a campo na quinta-feira (22), às 16h (de Brasília). Os Rossoneri medirão forças com o Bournemouth, no Vitality Stadium, pela terceira rodada da Europa League. Por sua vez, a La Dea terá pela frente o Ajax, na Johan Cruijff Arena.

