Arsenal vence no sufoco com gol de Madueke e mantém pressão sobre o líder City

Gunners encontram dificuldades para furar a defesa do Nottingham Forest, mas decidem no fim e mantêm a perseguição à liderança da Premier League

Noni Madueke marcou aos 80 minutos e garantiu a vitória do Arsenal sobre o Nottingham Forest. Foto: Divulgação/Arsenal

O Arsenal precisou insistir até os minutos finais para conquistar três pontos importantes na Premier League. Neste domingo (18), os Gunners venceram o Nottingham Forest por 1 a 0, no City Ground, com gol de Noni Madueke aos 80 minutos. O resultado manteve a equipe de Mikel Arteta na perseguição ao líder Manchester City, mas também expôs as dificuldades ofensivas que marcaram boa parte da partida.

Mesmo com maior posse de bola, o Arsenal encontrou uma defesa bem organizada e teve pouco espaço para construir jogadas perigosas. O Forest se fechou, dificultou a circulação pelo centro e tentou aproveitar os momentos em que conseguiu recuperar a bola. A estratégia funcionou durante boa parte do confronto, principalmente porque os visitantes não encontravam velocidade para desmontar a marcação.

O primeiro tempo terminou sem gols e com poucas oportunidades claras. O Arsenal controlava a posse, mas não conseguia transformar o domínio territorial em ameaça constante. Do outro lado, o Forest também teve dificuldades para chegar ao gol de David Raya, e a partida seguiu equilibrada apesar da diferença técnica entre os elencos.

Arteta muda, e Madueke encontra a solução

A entrada de Madueke no intervalo foi uma das mudanças que ajudaram o Arsenal a buscar outra dinâmica ofensiva. O atacante substituiu Eberechi Eze e passou a oferecer mais agressividade pelos lados, em um momento no qual a equipe precisava acelerar para superar o bloqueio defensivo dos mandantes.

Arteta promoveu novas alterações na segunda etapa, tentando dar mais mobilidade ao time. A pressão aumentou, mas as chances continuaram escassas. Declan Rice teve uma oportunidade em boa posição e desperdiçou a finalização, enquanto o Forest seguia resistindo e ameaçando aproveitar algum erro dos visitantes.

O gol saiu aos 80 minutos, quando Rice encontrou Madueke pelo lado esquerdo. O atacante avançou, cortou para dentro e bateu em direção ao gol. A bola desviou no defensor Jair Cunha e enganou o goleiro Matz Sels antes de entrar. O lance não foi uma construção ofensiva brilhante, mas representou a insistência de uma equipe que precisava encontrar uma solução para sair com a vitória.

O dado que resume a dificuldade do Arsenal é o número de finalizações no alvo: apenas uma durante toda a partida, justamente a que terminou em gol. A eficiência no momento decisivo garantiu os três pontos, mas a produção ofensiva segue como um ponto de atenção para Arteta.

Vitória importante, mas com alertas para Arteta

O triunfo também teve valor pela maneira como o Arsenal precisou administrar os minutos finais. Depois de sofrer o gol, o Nottingham Forest tentou reagir e criou situações que poderiam ter mudado o resultado. Murillo chegou perto do empate com uma finalização que passou rente à trave, enquanto outras investidas obrigaram os visitantes a manter a concentração defensiva até o apito final.

Mikel Arteta terá de ajustar a produção ofensiva do Arsenal após uma vitória decidida nos minutos finais. Foto: Divulgação/Arsenal

Para o Forest, a derrota prolonga um momento preocupante. A equipe segue sem conseguir marcar diante de sua torcida nesta temporada e permanece na zona de rebaixamento, com cinco pontos. A organização defensiva voltou a dificultar a vida de um adversário mais forte, mas a falta de eficiência no ataque impediu que o esforço se transformasse em pontuação.

Já o Arsenal sai de Nottingham com o resultado que precisava para continuar na briga pela liderança. A equipe permanece três pontos atrás do Manchester City, que venceu o Ipswich Town por 3 a 2 no sábado (17). Em uma disputa na qual cada tropeço pode custar caro, vencer mesmo sem apresentar seu melhor futebol é um recurso importante.

A atuação, porém, não deve esconder os problemas. O Arsenal teve dificuldade para criar chances claras e dependeu de um lance com desvio para quebrar a resistência adversária. Se a capacidade de conquistar vitórias apertadas demonstra competitividade, a equipe precisará de mais criatividade e precisão para manter o ritmo diante de adversários que ofereçam menos espaços.

O gol de Madueke garantiu o resultado e manteve a perseguição ao City, mas a mensagem da partida é dupla: o Arsenal segue vivo na disputa, enquanto Arteta ainda tem ajustes a fazer para transformar domínio de posse em superioridade real no ataque.