Dona de quatro títulos, a Alemanha estreou com pé direito, com um placar que o brasileiro preferisse esquecer: 7 a 1, contra Curaçao, no NRG Stadium, em Houston, na tarde deste domingo (14), pela primeira rodada do grupo E. No entanto, engana-se quem pensa que o placar foi construído de forma extremamente fácil. A Nationalelf levou alguns sustos das Ondas Azuis – como é chamada a seleção caribenha -, mas também demorou para decretar a goleada.
Tanto que só conseguiu marcar o segundo gol 32 minutos depois do primeiro. O massacre ganhou corpo com a entrada dos principais jogadores, como Kimmich e Florian Wirtz, e principalmente com a entrada de Undav no lugar de Musiala.
Controle alemão e susto caribenho no meio do caminho
Antes mesmo da bola rolar o que chamou atenção, mas também não sendo nenhuma supresa, foi Manuel Neuer começar entre os titulares, colocando Baumann, que jogou todas as partidas das Eliminatórias do Mundial, no banco de reservas. Goretzka, um dos homens de confiaçã de Julian Nagelsman, também fez companhia ao goleiro no banco. Talvez, por jogar com o estreante Curaçao, não fosse necessário um meio-campista de maior força física e viu justamente Nmecha – com quem disputa a vaga -, começar jogando e abrir o marcador.
Com o tempo deu para a entender a escolha do técnico alemão. Com uma Alemanha trocando bastante de posição, Nmecha era uma peça surpresa que surgia dentro da área. A defesa adversária tinha dificuldade em acertar a marcação, especialmente ao tentar fechar os ataques pelos lados, o que acabava abrindo espaços pelo meio. Aos poucos, porém, Curaçao ajustou sua marcação, passando a acompanhar em bloco os movimentos da seleção alemã.

Ainda assim, uma Onda Azul surpreendeu aos 20′. Uma lambança na defesa originou o primeiro gol de Curaçao na Copa. Schlotterbeck bloqueou, a zaga não afastou, deixando a sobra limpa para Comenencia bater firme. Neuer, mesmo com toda sua experiência, não conseguiu evitar o tento e também perdeu a chance de igualar a Emerson Leão e Taffarel sem levar gols em oito jogos em Mundial.
Os comandados de Dick Advocaat até ganharam coragem para avançar, mas ainda ficavam presos na defesa. Não demorou para a Nationalelf voltar à frente do marcador em lances de bola parada: primeiro em escanteio, com Schlotterbeck, e depois em pênalti convertido por Havertz.
Goleada vem com mudanças e aparecimento de principais jogadores
A volta do intervalo mostrou o que esperamos de uma tetracampeã contra a menor seleção já classificada em um Mundial: mais gols. Musiala marcou logo no primeiro minuto, após grande visão de jogo de Kimmich. Poderia se pensar que a Alemanha seguisse com tal ímpeto, mas não foi o que aconteceu. Apesar de marcar presença ofensiva, com todos os jogadores na intermediária e fazendo Neuer jogar como líbero quando necessário, a Nationalelf não conseguia ser incisiva.

Curaçao enxergou o momento e subiu as linhas de marcação e conseguindo partir para o ataque. Ainda assim, era inevitável que mais gols alemães saíssem.
A qualidade técnica fez diferença, principalmente quando as estrelas apareceram, como Florian Wirtz, que iniciou a jogada do quinto gol, finalizado por Brown. O massacre passou a ocorrer de forma mais natural, mesmo sem uma imposição constante. Muito disso se deveu à entrada de Undav, que participou diretamente de três gols da goleada por 7 a 1, com duas assistências e um gol em apenas 26 minutos em campo.
Desafios aumentam na próxima rodada
A goleada, mesmo diante da frágil seleção de Curaçao, faz a Alemanha chegar mais confiante para a segunda rodada, mas contra uma equipe mais forte. A Nationalelf medirá forças contra a Costa do Marfim, no sábado (20), às 17h (de Brasília), no BMO Field, em Toronto.

