A seleção brasileira entrou em campo neste sábado (13), e fez a sua estreia na Copa do Mundo contra a seleção de Marrocos, no confronto mais equilibrado de toda a fase de grupos da copa. O jogo terminou empatado em 1 a 1, com uma apresentação fraca do Brasil, que foi dominado por Marrocos em diversos momentos da partida.
O jogo já começou com domínio marroquino, se aproveitando de erros de passes e posicionamentos da equipe brasileira para levar perigo ao gol de Alisson. O gol do atacante Saibari saiu ainda no primeiro tempo, aproveitando o erro da marcação brasileira e abrindo o placar. O Brasil revidou, e empatou em uma bela jogada individual de Vinicius Júnior, para firmar o placar que se seguiu até o fim da partida.
Obviamente, por ser a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, é natural que o time ainda não esteja no ritmo ideal para o restante da competição, assim como é normal que as expectativas do povo fiquem altas para um bom desempenho da equipe, e por isso é comum que esse choque entre expectativa e realidade faça o que vemos no jogo, aos nossos olhos, ser algo muito pior do que realmente é. Porém dado o que foi a partida como um todo, vemos que apesar dos exageros, o Brasil de fato jogou pior que Marrocos, que por muitas vezes esteve mais próximo de ampliar o placar do que a seleção brasileira esteve de empatar o jogo.
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Falhas na marcação, erros de passes, posicionamentos errados, tudo foi aproveitado pela seleção marroquina nos primeiros minutos, que executou uma pressão alta e sem medo de atacar o Brasil, mostrando trocas de passe e entrosamento que dá inveja em outras equipes. O próprio gol de empate de Vinicius Júnior não foi uma jogada construída pela seleção brasileira e sim um lance de talento individual do atacante, a seleção brasileira por muitas vezes errava a execução de passes em profundidade, tabelas e ficava retida a uma posse improdutiva da bola, sempre sofrendo contra-ataques quando perdia a posse.
Outro ponto que acabou impactando negativamente foi a desorganização da pressão alta da canarinho, que por sinal é o principal objetivo da seleção de Ancelotti, era comum ver uma falta de atenção dos jogadores de frente ao pressionarem a defesa adversária, o que resultava em algum jogador marroquino livre pra sair jogando e se aproveitar da linha alta do Brasil sem que os marcadores como Casemiro e Bruno Guimarães pudessem acompanhar.
Importante observar que o técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi, está no cargo há apenas três meses, possuindo somente seis jogos à frente da seleção, ou seja, a falta de tempo de treino não é necessariamente o fator determinante para a apresentação ruim do Brasil neste caso. O esquema com quatro jogadores avançados naturalmente expõe o meio campo e a linha defensiva a contra-ataques, por isso a pressão sempre precisa ser muito bem executada para não deixar brechas e possibilitar escapadas dos adversários.
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Olhando os números no primeiro tempo, vemos um Marrocos com o dobro de finalizações que a seleção brasileira, tendo 12 no total com seis delas sendo efetuadas dentro da área brasileira, apesar de apenas duas chegarem ao gol de Alisson, 4 delas levaram perigo. Em termos de posse vemos até um equilíbrio, com 54% de posse pra seleção brasileira e consequentemente 46% para a seleção marroquina, mas a falta de produtividade ofensiva não transformou a posse em oportunidades de gol.
Claro que o resultado da partida não foi totalmente ruim para o Brasil, empatar com o adversário mais difícil do grupo na primeira partida pode ser um aprendizado para o grupo. Marrocos é atualmente o sétimo colocado no ranking da FIFA, então de toda a fase de grupos da Copa, este foi o confronto de mais alto nível. Porém, em um torneio tão curto quanto a Copa do Mundo, os erros táticos e técnicos mais bobos acabam por muitas vezes resultar na eliminação precoce de uma equipe.
O técnico da seleção brasileira Carlo Ancelotti afirmou, “temos que melhorar” na saída do gramado quando foi perguntado sobre o desempenho da equipe, o que pode indicar que teremos algumas mudanças para o próximo jogo contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), sejam essas mudanças táticas, ou até mesmo, peças do time titular.

