Maria Lenk pode ter nome inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

Nadadora foi a primeira mulher da América do Sul a disputar os Jogos Olímpicos

Foto: Divulgação/COB

Na última quarta-feira (13), o Senado aprovou o Projeto de Lei 3.167/2025, que coloca o nome de Maria Lenk no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. A atleta que revolucionou a natação feminina brasileira, sendo a primeira atleta Sul-Americana a participar das Olimpíadas, deve receber uma homenagem oficial. A decisão da senadora Mara Gabrilli aguarda agora a análise da Câmara dos Deputados.

Depois de mudar a história do esporte ao se tornar a primeira mulher da América do Sul a disputar os Jogos Olímpicos de natação em Los Angeles (1932), Lenk quebrou recordes mundiais e aprimorou o nado com técnicas como borboleta no mundo. Com 17 anos, ela já tinha seu nome ventilado no cenário internacional ao se tornar campeã brasileira.

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Na categoria Master, Maria acumulou medalhas e recordes e nunca parou de nadar, fazendo o que mais amava na piscina do Flamengo até o fim de sua vida.

Fora das piscinas, ela se dedicou aos estudos de educação física, biomecânica aquática e também contribuiu para a ciência do esporte até falecer em 2007, aos 92 anos de idade.

Por sua vez, o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, que surgiu em 1992, homenageia personalidades que foram relevantes no âmbito nacional de forma duradoura. Com nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Anita Garibaldi, a obra fica em Brasília.

Depois de passar pelo Senado com apoio unânime, o relatório é encaminhado para a Câmara dos Deputados e sancionado pelo Presidente da República, só aí Maria Lenk se tornará uma das poucas mulheres detentoras desta honraria.

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Especialistas afirmam que esse reconhecimento oficial induz a ampliação de investimento no esporte, principalmente nas categorias de base, podendo inspirar novos atletas na natação.