O técnico da seleção feminina de vôlei da Polônia, Stefano Lavarini, precisou enfrentar um verdadeiro caos nos bastidores durante a pré-temporada. Sem poder contar com alguns dos nomes mais experientes do ciclo, o seu desafio foi reinventar a equipe a tempo. Com as escolhas bem-sucedidas, o time polonês se superou para se manter no topo da tabela na Liga das Nações (VNL).
No dia 23 de abril, ao divulgar a lista de 26 inscritas para a temporada de 2026, Lavarini fez questão de se pronunciar publicamente para esclarecer os desfalques. Ele declarou que “teve que lidar com algumas dificuldades e recusas”, após um grupo de seis atletas rejeitar o convite para defender a Polônia nesta janela.
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Geralmente, as ausências são justificadas como “lesão” ou “motivos pessoais”, mas desta vez, o treinador italiano foi direto ao ponto e usou a palavra “recusa”. Mesmo com os motivos individuais exatos não divulgados, a negação em massa gerou debates e uma grande missão para a equipe da Polônia.
Se somando a aposentadoria de Agnieszka Kąkolewska-Korneluk, as centrais Aleksandra Gryka, Dominika Pierzchala e Weronika ficaram de fora por lesão. Zuzanna Górecka, Julia Nowicka, Olivia Różański e Marlena Kowalewska completaram a lista de ausências ao dispensarem a convocação.
Os principais pontos abordados foram os desgastes físicos e psicológicos causados pelo calendário extenso. As atletas costumam emendar temporadas longas em clubes com a Liga das Nações e outras competições de seleções, fazendo com que algumas delas abdiquem de ciclos com a camisa do seu país para preservar a carreira a longo prazo, cuidar da saúde mental ou priorizar a vida pessoal.
Participando de um dos torneios anuais mais importantes, a VNL, que reúne as 16 melhores seleções do mundo em uma disputa intensa dividido em várias etapas pelo mundo, a Polônia precisava de um elenco numeroso para lidar com as viagens longas e os desgastes físicos.
Com isso, Oliwa Sieradzka, Gabriela Makarowska-Kulej, Karolina Pancewicz, Maja Koput, Marta Orzyłowska e Natasza Ornoch foram convocadas pela primeira vez para não sobrecarregar as últimas estrelas experientes do time.
A oposta Magdalena Stysiak continuou sendo o motor do time, assumindo o volume de ataque nos momentos de pressão. Martyna Łukasik ganhou ainda mais espaço, podendo sustentar o fundo de quadra. Joanna Wołosz, uma das melhores levantadoras do mundo, ajuda a ditar o ritmo do jogo e dá confiança para as centrais mais jovens.
Essa combinação de fatores fez com que a Polônia de Lavarini se superasse, alcançando um bom desempenho na VNL de 2026. A seleção vem mostrando resiliência, conseguindo se blindar dos problemas de bastidores para encontrar novas soluções táticas.
Com seis vitórias em oito partidas, a Polônia superou Bélgica, República Tcheca, Sérvia, Bulgária, Ucrânia e Holanda, perdendo apenas para a China e para o Canadá. Esse resultado coloca a seleção na quarta colocação da tabela nas primeiras semanas.
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