Retorno de Serena Williams movimenta o tênis feminino e gera expectativa para Wimbledon

Uma das maiores tenistas de todos os tempos retorna ao circuito aos 44 anos para disputar o WTA 500 de Queen’s

Foto: Divulgação/WTA

Serena Williams está de volta ao circuito profissional!. Aos 44 anos, a dona de 23 títulos de Grand Slam anunciou nesta semana que disputará a chave de duplas do WTA 500 de Queen’s Club, em Londres, marcando seu retorno às competições após quase quatro anos afastada das quadras.

Maior campeã do tênis feminino na Era Aberta, Serena confirmou o retorno por meio das redes sociais. Além dos aspectos esportivos, sua presença nos torneios também movimenta o circuito do ponto de vista comercial e geracional, especialmente após a intensificação dos treinamentos na Flórida.

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A rainha recebeu o wildcard da competição, que começa na próxima segunda-feira (08), em Londres. Depois de quatro anos de hiato, a expectativa é que ela faça sua reestreia ao lado de Victoria Mboko, e posteriormente volte a disputar torneios de simples.

Sua última competição foi no US Open de 2022. No entanto, o seu retorno na grama também não acontece por acaso. A superfície reúne alguns dos momentos mais marcantes da carreira da americana. Além disso, Wimbledon aparece como uma possibilidade para a sequência da temporada, torneio em que Serena conquistou sete títulos.

A expectativa em torno da volta ganhou força depois que a ex-número 1 do mundo voltou a integrar oficialmente o programa antidoping da ITIA, em dezembro do ano passado, passando a cumprir o período necessário de seis meses para voltar a ficar apta às competições.

O impacto no circuito é imediato e incendeia os bastidores do esporte. Nomes como Naomi Osaka e Coco Gauff já demonstraram extrema empolgação com a oportunidade de dividir as quadras com Serena.

A estratégia simbólica de fazer seu primeiro jogo após a pausa ao lado de Vick Mboko, promessa canadense de 19 anos e atual número 9 do ranking mundial, marca um encontro de gerações. Vick, que revelou manter contato com a lenda há algum tempo, antes mesmo da própria confirmar a notícia, não esconde o tamanho da admiração que ela tem pela americana.

A canadense deixou o momento ser todo de Serena, se recusando a dar furo do anúncio e tentando conter a emoção de realizar o sonho de compartilhar a quadra com a atleta que ela assistia pela TV.

Para Williams, a parceria jovem e cheia de intensidade física pode ajudar na cobertura necessária para gerenciar sua energia e desgaste físico depois de tanto tempo fora.

O retorno também amplia as discussões sobre longevidade de atletas de elite, se juntando ao grupo de mães vitoriosas do circuito atual ao lado da própria Naomi Osaka. Aos 44 anos, ela redefine o conceito de ‘fim de carreira’.

O tênis feminino vai ganhar uma nova onda midiática. Serena pode trazer uma nova perspectiva para a chave de duplas, que é historicamente negligenciada em relação ao simples. A procura, e os preços consequentemente, dos ingressos devem aumentar.

Colecionando 39 títulos de Grand Slam, somando 23 simples, 14 em duplas e duas em mistas, além de quatro medalhas de ouro olímpicas, Serena Williams busca se isolar ainda mais como a maior campeã do esporte.

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Agora, a atual geração do tênis feminino, liderada por Aryna Sabalenka, que cresceu tendo Serena como referência, terá a oportunidade de dividir os vestiários com a lenda americana.