O tênis brasileiro vive um novo momento com a transição de novos talentos. Se consolidando como o número 35 do mundo aos 19 anos, João Fonseca representa o Brasil na Elite do ATP. Saindo de uma promessa para uma realidade, o jovem enfrentou jogadores do Top 10 em jogos duros, mostrando seu talento geracional na gira de saibro.
No início da temporada passada, Fonseca já havia mostrado seu cartão de visitas. Enfrentando Andrey Rublev no Australian Open, número 9 do mundo na época, ele venceu o russo em 3 sets, com parciais de 6-7, 3-6 e 6-7. Chamando a atenção de todo o circuito.
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Já em 2026, ele enfrentou o atual número 1 do mundo, Jannik Sinner, no Indian Wells. Perdendo por um duplo 6-7, João levou os dois tempos para o Tie-Break, com um forehand veloz no primeiro set. Mesmo com 3 set points ao seu favor, o brasileiro contou com o Sinner no modo impecável e acabou cedendo a pressão, cometendo erros não forçados e não aproveitando as oportunidades.
Na sequência, Fonseca foi superado por Carlos Alcaraz, o 2° do ranking, com um duplo 6-4 no Miami Open. Ele não se intimidou, conseguiu aplicar boas paralelas de direita e ainda ganhou elogios do espanhol ao final da partida.
Embora tenha perdido as duas partidas, ele teve desempenhos animadores, mantendo um bom volume de jogo, capacidade de recuperação mental e principalmente um aproveitamento favorável do seu melhor fundamento, o forehand.
Uma semana atrás, seu adversário foi o Top 3, Alexander Zverev. Ele foi derrotado com a parcial de 2-1, mas sustentou os ralis, sem perder a agressividade e conseguindo levar a melhor no segundo set. Com frieza, o brasileiro variou bem os spins e conseguiu quebrar o saque do alemão, uma das tarefas mais difíceis do tênis atual.
Nesta sexta-feira (17), enfrentando Ben Shelton (6°) nas quartas de final de Munique em um duelo de tênis moderno, João perdeu em 3 sets. Ganhando o segundo set após converter o único break point da partida, ele sustentou as trocas no fundo de quadra e exigiu que o americano jogasse seu melhor tênis, convertendo 7 aces.
As vitórias recentes diante de Alejandro Tabilo e Arthur Rinderknech mostra sua maturidade tática, agora ele não busco só os winners e trabalha bem as construções dos pontos.
Durante essas partidas, o carioca mostrou uma evolução no saque de primeiro serviço, conseguindo fugir da pressão da devolução dos melhores defensores do mundo.
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Agora, João parte para a Espanha nos próximos dias, ele será cabeça de chave do Masters 1000 de Madrid, principalmente após a desistência de Djokovic e Alcaraz por lesões. Ele vai em busca de subir no ranking antes do corte de Roland Garros para ser cabeça de chave em Paris.
João se consolida como o único brasileiro presente no Top 200 de simples, carregando a pressão e responsabilidade do protagonismo nacional

