Único brasileiro no grid da Fórmula 1 em 2026, Gabriel Bortoleto segue construindo sua história na principal categoria do automobilismo mundial enquanto convive com uma realidade comum a muitos pilotos do país: as comparações com Ayrton Senna.
Em sua segunda temporada na Fórmula 1, o piloto da Audi falou sobre a admiração pelo tricampeão mundial e reconheceu o peso que existe ao ter seu nome associado ao maior ídolo da história do automobilismo brasileiro.
Ao site RacingNews365, Bortoleto afirmou que considera Senna uma referência e destacou que ser citado ao lado do ex-piloto já representa um reconhecimento importante. Ao mesmo tempo, admitiu que as comparações podem ser difíceis para um competidor que ainda está no início da carreira.
“O Senna é o maior de todos os tempos, então ter o meu nome na mesma frase dele já é uma grande coisa. Eu sou brasileiro, ele é meu ídolo. Eu li sobre ele, vi vídeos sobre ele e sou muito grato por isso, mas às vezes é difícil ser comparado a alguém que ganhou tanto quando se está no início de sua carreira”, declarou.
Nascido em outubro de 2004, Bortoleto não chegou a acompanhar Senna nas pistas. O tricampeão morreu no GP de San Marino de 1994, dez anos antes do nascimento do atual representante brasileiro na categoria. Mesmo assim, o piloto cresceu ouvindo histórias sobre o legado deixado pelo ídolo e acompanhando imagens de suas conquistas.
O brasileiro também destacou o apoio que recebe dos torcedores e acredita que o país continua demonstrando forte ligação com o automobilismo. Segundo ele, a expectativa é que, no futuro, sua carreira possa justificar as comparações com Senna.
“Há muitas coisas positivas e negativas sobre isso, e quando você não vence as pessoas podem ser muito duras, mas tem muita gente que apoia no Brasil. Nós somos o povo que mais apoia. Então espero que daqui a 10 ou 15 anos a gente esteja conversando de novo, e que nós possamos dizer se foi válido me comparar com ele”, afirmou.
Mais do que resultados dentro das pistas, Bortoleto revelou que um de seus principais objetivos é fazer com que os brasileiros voltem a criar uma conexão com a Fórmula 1, repetindo um hábito que marcou diferentes gerações no país.
O piloto explicou que guarda lembranças de infância assistindo corridas ao lado do pai e deseja proporcionar experiências semelhantes para as novas gerações de torcedores.
“O que eu posso dizer é que vou trabalhar todo dia para ser o melhor piloto que posso ser, criar minha própria história e deixar meu país orgulhoso de mim. Quero trazer felicidade ao meu país, quero fazê-los acordarem no domingo de manhã e assistirem a uma corrida com suas famílias”, disse.
“Eu não vi o Senna, mas vi outros pilotos ganhando corridas e tenho essas memórias na vida, que espero poder dar às crianças no Brasil”, completou.

