A Fórmula 1 volta à pista neste fim de semana para a 18ª etapa da temporada 2026, o GP dos Estados Unidos, entre os dias 23 e 25 de outubro, no Circuito das Américas, em Austin. A categoria chega ao Texas depois de uma folga de um fim de semana, que encerrou a sequência de três corridas na Ásia, e de um GP de Singapura dominado por Max Verstappen.
O holandês venceu a Sprint e a corrida principal, e a vitória de domingo foi a 73ª da carreira, a primeira dele em Marina Bay. O resultado também fez Verstappen ultrapassar Michael Schumacher no número de vitórias por uma única equipe. Charles Leclerc foi o segundo, e Kimi Antonelli completou o pódio em terceiro, passando Lewis Hamilton e Lando Norris nas dez voltas finais, o que lhe garantiu o 14º pódio em 17 corridas na temporada.
A chance de título de Antonelli
Depois de Singapura, Antonelli chegou a 340 pontos, contra 238 de George Russell, o vice-líder. Hamilton aparece em terceiro, com 229, seguido por Verstappen, com 221, e Leclerc, com 215. A vantagem de 102 pontos coloca o italiano diante do primeiro match point da carreira. Se ele for campeão em Austin, aos 20 anos, será o mais jovem da história da F1. O recorde, até o momento, pertence a Sebastian Vettel, que em 2010 foi campeão do mundo aos 23 anos de idade.

As contas são simples, mas exigentes. Depois de Austin, restarão cinco etapas: México, São Paulo, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi, o que equivale a 125 pontos. Por isso, Antonelli precisa sair do Texas com pelo menos 125 pontos de vantagem sobre os adversários. Na prática, isso só acontece com uma vitória, que lhe daria 365 pontos e abriria 127 de vantagem sobre Russell. Mas a vitória não basta, porque o segundo colocado do Mundial também precisa ajudar: Russell tem que terminar em nono lugar ou pior.
Se isso acontecer, Antonelli teria exatamente 125 pontos de diferença e ficaria com o título pelo critério de desempate, já que a vitória em Austin seria a nona dele no ano, e Russell, com três triunfos, só poderia chegar a oito. Hamilton, por sua vez, precisa terminar em quinto ou pior. Verstappen, Leclerc e Norris seriam eliminados automaticamente por uma vitória do italiano, independentemente de onde terminassem.
Há ainda um fator externo. O cenário no Oriente Médio, que já tirou o GP do Bahrein do país e o levou para Sepang, também ronda as etapas do Catar e de Abu Dhabi. Se essas corridas forem retiradas do calendário sem substitutas, a decisão pode ser antecipada.

Um ano depois: o que aconteceu em Austin em 2025
Em 2025, o GP dos Estados Unidos foi de Max Verstappen. O piloto da Red Bull largou na pole position e venceu, com Norris em segundo e Leclerc em terceiro. A corrida, aliás, começou com ação, pois Leclerc chegou a tomar o segundo lugar de Norris logo na largada, e o britânico precisou reagir para recuperar a posição. O resultado ainda mexeu na briga pelo título daquele ano, já que Norris diminuiu para 14 pontos a distância para Oscar Piastri.
Há uma curiosidade especial para quem acompanha a trajetória de Antonelli. Naquele fim de semana, ele era novato na Mercedes e teve uma corrida difícil, quando Carlos Sainz encostou em seu carro, o italiano caiu para o 13º lugar e fechou a corrida longe do pelotão da frente. Mesmo assim, fez a volta mais rápida da prova, na 33ª volta. Um ano depois, o mesmo piloto retorna a Austin como líder do campeonato e candidato a campeão.
Um circuito com história
O Circuito das Américas tem 5,513 km, 20 curvas, sendo 11 para a esquerda e nove para a direita, e a corrida são 56 voltas, o que dá 308,405 km. Este ano, o GP dos Estados Unidos não é fim de semana de Sprint, o que quer dizer três treinos livres, classificação no sábado e corrida no domingo. O programa mais tradicional dá mais espaço para acertos de carro, e, segundo Russell, a classificação é decisiva, porque a largada vira uma disputa pela primeira curva e ultrapassar durante a corrida é difícil.

A pista abriu o calendário da F1 em 2012 e ficou conhecida pela primeira curva em subida, que costuma gerar confusão na largada. Nessa parte, o circuito também tem uma marca importante: Hamilton é o maior vencedor em Austin, com cinco vitórias, enquanto Verstappen venceu em 2021, 2022, 2023 e 2025. Hoje, o heptacampeão é piloto da Ferrari e chega com 229 pontos, ainda sonhando em manter a briga viva.
E para quem gosta de visual, a Haas apresentou um modelo especial de Godzilla para o GP dos Estados Unidos.

O Brasil na pista
Gabriel Bortoleto chega a Austin em 15º no campeonato, com dez pontos. Em Singapura, o brasileiro teve um fim de semana para esquecer: na Sprint, foi atingido por Alexander Albon e abandonou, e na corrida principal teve problemas com a caixa de câmbio e parou na oitava volta. O piloto da Audi tenta voltar à zona de pontos em uma pista onde a classificação pesa muito.
Programação (horário de Brasília)
Sexta-feira (23/10)
- 14h30: Treino livre 1
- 18h: Treino livre 2
Sábado (24/10)
- 14h30: Treino livre 3
- 18h: Classificação
Domingo (25/10)
- 17h: GP dos Estados Unidos (56 voltas)
Onde assistir
A Globo não vai transmitir o GP dos Estados Unidos na TV aberta, e só volta a exibir a Fórmula 1 no GP do Brasil, em São Paulo. A corrida e as outras sessões passam no SporTV3, no Globoplay e na F1 TV.
O que esperar
Antonelli precisa vencer e torcer por um tropeço de Russell e de Hamilton para ser campeão no Texas, e o roteiro mais provável é que a festa fique para as etapas seguintes. Verstappen chega embalado pelo double de Singapura e quer manter o bom momento da Red Bull em uma pista em que ele já é bastante vitorioso. Russell, que se recuperou do 19º lugar no grid para o nono em Marina Bay, precisa de uma boa classificação para sonhar com um resultado diferente. Em uma prova em que a largada e a classificação pesam tanto, uma volta pode definir a história do campeonato.

