Race Week: saiba tudo sobre o GP da Itália de Fórmula 1

Lendário circuito de Monza, ao norte da Itália, recebe a 13ª etapa do campeonato mundial de Fórmula 1 2026

Race Week: saiba tudo sobre o GP da Itália de Fórmula 1
Torcedores da Ferrari invadem a pista após GP da Itália de 2024. Foto: Divulgação/F1

Após uma semana de pausa, a Fórmula 1 retorna para a 13ª etapa do campeonato mundial, a penúltima em solo europeu em 2026. O final de semana começa no Circuito de Monza a partir da próxima sexta-feira, 4 de setembro, seguindo pelo sábado (5) e a corrida acontecendo no próximo domingo, 6 de setembro.

Na última etapa, em Zandvoort, na Holanda, Lando Norris (McLaren) garantiu sua 2ª vitória em 2026 com uma incrível performance. O líder do campeonato de pilotos, Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), garantiu a 2ª posição, enquanto seu companheiro de equipe, George Russell, foi o 3º colocado. Enquanto isso, Max Verstappen (Red Bull) abandonou logo na 1ª volta após um forte acidente, para tristeza dos torcedores locais, que viram seu grande herói abandonar sua última corrida em casa, já que o GP da Holanda não estará no calendário da Fórmula 1 a partir de 2027. O brasileiro Gabriel Bortoleto fechou a corrida na 13ª posição, fora da zona de pontuação.

Após esta etapa, Antonelli segue na liderança do mundial de pilotos com 242 pontos. 59 pontos atrás, está George Russell, com 183 pontos. E, com a mesma quantidade de pontos, está Lewis Hamilton (Ferrari), na 3ª posição. Porém, Russell aparece na vice-liderança graças a suas duas vitórias em 2026, contra apenas uma de Hamilton. Na 4ª posição, agora aparece Norris, que, com a vitória na Holanda, chegou aos 159 pontos, superando Charles Leclerc (Ferrari), com 155 pontos. Max Verstappen aparece na 6ª posição, praticamente fora da disputa do título mundial de pilotos, com 112 pontos. Já Bortoleto aparece na 14ª posição, com 10 pontos.

Já no mundial de construtores, a Mercedes segue na liderança com 425 pontos, seguida pela Ferrari, com 338 pontos, 87 atrás da escuderia alemã. McLaren e Red Bull, neste momento na 3ª e 4ª posição, respectivamente, correm por fora na disputa do título. No final da tabela, apenas a estreante Cadillac ainda não pontuou na temporada.

Horários e onde assistir

  • Sexta-feira, 4 de setembro
    07h30 – Treino Livre 1 (Sportv3 / Globoplay / F1TV Pro)
    11h00 – Treino Livre 2 (Sportv3 / Globoplay / F1TV Pro)
  • Sábado, 5 de setembro
    07h30 – Treino Livre 3 (Sportv3 / Globoplay / F1TV Pro)
    11h00 – Qualificação (Sportv3 / Globoplay / F1TV Pro)
  • Domingo, 7 de setembro
    10h00 – Corrida (Globo / Sportv3 / Globoplay / F1TV Pro)

GP da Itália

  • Voltas: 53
  • Comprimento da pista: 5.793 km
  • Pneus disponíveis: C3, C4 e C5
  • Melhor volta:1:20.901 – Lando Norris (McLaren – 2025)
  • Primeiro GP: 1950
  • Maiores vencedores: Michael Schumacher e Lewis Hamilton (5 vitórias)
  • Equipe que mais venceu: Ferrari (20 vitórias)
Circuito de Monza, lar do GP da Itália.

Ferrari espera bom resultado

O GP da Itália é sempre o mais aguardado no ano pela Scuderia Ferrari e por seus fãs, por se tratar da corrida de casa da escuderia sediada em Maranello, cidade que fica a cerca de 208 km do Circuito de Monza. Os Tifosi sempre lotam as arquibancadas de vermelho e torcem intensamente para seus pilotos, Charles Leclerc e Lewis Hamilton.

Leclerc, na Ferrari desde 2019, já triunfou em duas oportunidades em Monza. Justamente na sua estreia de vermelho no circuito, em 2019, e em 2024. Já Hamilton, na escuderia desde 2025, ainda não venceu na Itália com a equipe italiana. Porém, o britânico de 41 anos de idade divide o posto de maior vencedor do GP da Itália na história da Fórmula 1 com Michael Schumacher. O britânico, que, assim como Schumacher, tem 7 títulos mundiais de pilotos, venceu as edições de 2012 (ainda com a McLaren), 2014, 2015, 2018 e 2020 (já com a Mercedes). Portanto, se Hamilton vencer mais uma vez, se tornará, de forma isolada, o maior vencedor do GP da Itália.

Falando no heptacampeão nascido na Alemanha, a Ferrari trará, como pintura especial para o final de semana, uma homenagem a Schumacher. O carro terá o mesmo layout do bólido utilizado pela equipe em 1996, o Ferrai F310, justamente o 1º carro utilizado por Schumacher na equipe italiana.

O GP da Itália é tradicionalmente conhecido por ser uma etapa em que diversas equipes testam seus pilotos reservas, algo que obrigatoriamente deve acontecer pelo menos duas vezes na temporada. Em 2024, por exemplo, Andrea Kimi Antonelli participou pela 1ª vez de uma sessão oficial de Fórmula 1, ao substituir George Russell no carro da Mercedes, no 1º treino livre do GP da Itália daquele ano. Dias depois, o italiano foi anunciado como substituto de Lewis Hamilton na equipe alemã para 2025.

Em 2026, duas equipes já anunciaram que colocarão seus pilotos reservas na pista em Monza. A 1ª foi a Cadillac, que colocará o estadunidense Colton Herta no carro de Sergio Perez no TL1. Herta já pilotou o bólido da Cadillac em outras duas sessões oficiais, em Barcelona e na Hungria. Portanto, esta substituição já não faz parte do número obrigatório que as equipes devem colocar.

A 2ª equipe a anunciar um piloto reserva no TL1 do GP da Itália foi a Alpine. A equipe francesa colocará o estoniano Paul Aron no carro de Pierre Gasly. E, para a Alpine, esta será a 1ª troca de pilotos obrigatória na temporada, ainda tendo que colocar um piloto reserva na vaga do argentino Franco Colapinto nas próximas etapas.

Entretanto, para Aron, esta será a 3ª participação em treinos livres na Fórmula 1 em 2026, já que, graças a uma parceria com a Audi, o estoniano participou de dois TL1 pela equipe alemã, em Barcelona e na Áustria.

Antonelli no prejuízo

Além da Ferrari, o atual líder do campeonato de pilotos, Andrea Kimi Antonelli, também fará sua corrida de casa, tendo ele nascido na cidade de Bolonha, a cerca de 229 km de Monza. Porém, o piloto da Mercedes já sabe que não terá vida fácil no GP da Itália de 2026, já que ele próprio e sua equipe anunciaram que toda a sua unidade de potência será trocada neste final de semana. Portanto, Antonelli irá, obrigatoriamente, começar a corrida saindo dos boxes, na 22ª e última posição.

A Mercedes justificou a escolha da troca do motor para a Itália por ser o circuito mais rápido do calendário da Fórmula 1, com diversos pontos de ultrapassagem. Por este motivo, segundo o julgamento da equipe alemã, é a etapa em que será menos prejudicial a troca do motor, permitindo assim que Antonelli não precise mais trocar qualquer peça da unidade de potência até o final da temporada.

Esta notícia já havia sido antecipada pela equipe e pelo piloto. Entretanto, a novidade nesta semana foi o anúncio das equipes contempladas com o benefício do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, na sigla em inglês). A 2ª medição do ADUO terminou após o GP da Hungria, em julho, e a Mercedes mais uma vez foi contemplada com o benefício, podendo desenvolver seu motor.

Entretanto, segundo o portal de notícias italiano AutoRacer, a Mercedes optou por não entregar a Antonelli um motor mais potente em desempenho no GP da Itália, fazendo apenas as trocas de peças desgastadas. Assim, melhorando apenas a confiabilidade da unidade de potência do piloto italiano.

A equipe alemã deu duas razões para esta decisão. A 1ª foi a avaliação interna de que vale mais para a equipe realizar a troca na Itália e contar com um motor mais confiável do que manter o motor mais antigo e desgastado, a fim de aguardar um motor mais potente para as próximas etapas de 2026. A 2ª foi o teto orçamentário, já que a Mercedes já gastou grande parte da quantia disponível no teto para o desenvolvimento original do motor e na 1ª medição do ADUO, ocorrida após o GP do Canadá, em maio.

Sem citar diretamente a decisão em relação ao ADUO, o chefe de equipe da Mercedes, Toto Wolff, falou sobre a situação de Antonelli para sua corrida de casa.

“Kimi vai receber uma punição e largar do fim do grid. É uma pena para ele e para a torcida, que querem vê-lo lutar pela vitória em casa, mas nosso esporte não recompensa sentimentos. Quando você toma decisões que beneficiam a campanha do campeonato, às vezes tem de pagar um preço no curto prazo. O objetivo é recuperar o máximo de posições possível e pontuar o quanto der”, declarou o chefão da equipe alemã.

McLaren trará atualizações em seu carro

Vencedora das duas últimas etapas do campeonato (Hungria e Holanda), a McLaren segue tentando alcançar a Mercedes na tabela dos construtores. Como parte deste objetivo, a equipe britânica traz atualizações para o MCL40 alcançar o melhor resultado possível no GP da Itália.

A atual campeã dos construtores irá para Monza com uma nova asa traseira, inspirada na “asa macarena” da Ferrari. O modelo, que está sendo chamado de “H-Wing” (Asa H, em tradução livre), visa reduzir o arrasto aerodinâmico do carro, assim aumentando a velocidade média nas retas, muito presentes em Monza.

O nome foi escolhido em alusão à patrocinadora da McLaren, a Etihad, que estampa justamente a asa traseira do bólido da equipe britânica. A peça seria testada pela 1ª vez nos treinos livres do GP da Áustria, em junho. Entretanto, um problema na garagem fez com que a equipe de Lando Norris e Oscar Piastri não pudesse utilizar a nova peça em Spielberg, aguardando-a para o próximo circuito de alta velocidade. Sendo este, justamente, o Circuito de Monza. A nova asa traseira será utilizada por ambos os pilotos já no TL1.

Antigo modelo da asa traseira da McLaren, a ser substituída a partir do GP da Itália. Foto: Divulgação/ F1