Em uma tarde de arrepiar na Arábia Saudita, o Barcelona foi letal no momento certo, superou o Real Madrid por 3 a 2 e celebrou o bicampeonato da Supercopa da Espanha em mais um capítulo épico do maior clássico do futebol espanhol, neste domingo (11). Protagonista também na edição passada, Raphinha voltou a decidir com dois gols e Lewandowski que também deixou o seu. Do lado merengue, Vini Jr. e Gonzalo García descontaram.
Hegemonia
Com o título, o Barcelona ampliou sua hegemonia e se isolou ainda mais como o maior vencedor da história da Supercopa da Espanha. O troféu conquistado neste clássico foi o 16º da galeria blaugrana, marca que reforça a supremacia do clube catalão entre as 42 edições já disputadas do torneio.
O Real Madrid aparece logo atrás no ranking histórico, com 13 conquistas, mantendo a rivalidade também fora de campo, na corrida por títulos.
Já no recorte do formato atual da competição, disputada por quatro equipes desde 2020, o equilíbrio é total: Barcelona e Real Madrid somam três títulos cada em sete edições, enquanto o Athletic Bilbao completa a lista de campeões com uma conquista.
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Tudo empatado
O clássico começou em ritmo alucinante, com o Barcelona sufocando o Real Madrid desde os primeiros minutos, pressionando alto e impondo intensidade máxima. A blitz deu resultado rápido: em um contra-ataque mortal, Raphinha apareceu com frieza para abrir o placar. A resposta merengue foi à altura do duelo, Vinícius Júnior protagonizou um golaço espetacular, deixando dois marcadores para trás antes de finalizar com categoria, incendiando o estádio.
Mas o Barça não se abalou. Em jogada envolvente, Pedri encontrou Lewandowski, que mostrou faro de artilheiro e recolocou os catalães em vantagem. O jogo seguiu frenético e, após cobrança de escanteio, Gonzalo García apareceu livre para empatar novamente, coroando um primeiro tempo eletrizante, de trocas de golpes e emoção do início ao fim.
Visca Barça
Os últimos 45 começaram em ritmo acelerado e com o jogo completamente aberto. O Real Madrid foi o primeiro a assustar, com Vinícius Júnior arrancando da esquerda para o meio e soltou a bomba de fora da área. Joan García espalmou, e no rebote o próprio camisa 7 tentou de novo, mas exagerou na força e mandou para fora.
O Barcelona respondeu à altura. Raphinha cobrou falta da meia-lua com veneno, tentando encobrir a barreira, mas a bola saiu raspando o travessão. Aos 25, a pressão cresceu e, Koundé cruzou rasteiro na medida. Yamal se atirou de carrinho na marca do pênalti e só não marcou porque Courtois operou um milagre.
Em seguida, Dani Olmo encontrou Raphinha na área. O brasileiro trouxe para a meia-lua e, mesmo caindo, arriscou o chute de direita. A bola desviou, matou Courtois e explodiu o estádio, o Barça estava na frente outra vez.

Os minutos finais foram de pura tensão. Nos acréscimos, Frenkie de Jong acertou o camisa 10 do Real com as travas acima da linha da bola e recebeu cartão vermelho direto, incendiando ainda mais o jogo. Com um a mais, o Madrid foi para o tudo ou nada. Em jogada coletiva, a bola sobrou limpa para Carreiras, na marca do pênalti, mas Joan García salvou com segurança. No último suspiro, Alaba subiu mais alto em cobrança de escanteio e cabeceou firme, outra defesa decisiva do goleiro blaugrana, que selou a vitória heroica e o título do Barcelona.
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Sequência
As equipes voltam a campo agora pelas oitavas de final da Copa do Rei, em partida única. Na quinta-feira (15), às 17h (de Brasília), o Barça enfrenta o Racing Santander, fora de casa. Já o Real encara o Albacete, na quarta (14), às 17h, também fora de casa.

