Saída de Gattuso sela desmonte na Federação Italiana

Treinador acompanha renúncias de Buffon e Gravina em meio ao caos pela ausência no Mundial de 2026

Foto: Divulgação/FIGC

A Federação Italiana de Futebol (FIGC) oficializou, nesta sexta-feira (3), a saída de Gennaro Gattuso do comando técnico da seleção. A decisão, tomada em comum acordo, ocorre apenas três dias após o vexame histórico diante da Bósnia e Herzegovina, que selou a ausência da Itália em sua terceira Copa do Mundo consecutiva. O treinador encerra um ciclo de apenas nove meses à frente da Azzurra, marcado pela incapacidade de devolver o tetracampeão mundial ao maior palco do futebol, algo que não acontece desde a edição de 2014, no Brasil.

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Em nota oficial, a FIGC agradeceu ao treinador calabrês e sua equipe pela dedicação e paixão demonstradas no curto período. Gattuso, por sua vez, admitiu o peso do fracasso em sua despedida.

“Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim. A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início. Gostaria de agradecer ao presidente Gabriele Gravina e a Gianluigi Buffon, juntamente com toda a equipe da Federação, pela confiança e apoio que sempre me demonstraram. Foi uma honra comandar a seleção, e fazê-lo com um grupo de jogadores que demonstraram comprometimento e devoção à camisa. Mas o meu maior agradecimento vai para os torcedores, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio à seleção ao longo destes meses. Sempre com a Azzurra no meu coração”, declarou o ex-volante.

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A queda de Gattuso é apenas a ponta de um efeito dominó que varreu a cúpula do futebol italiano nesta semana. Antes do treinador, o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, e o chefe de delegação, o ex-goleiro Gianluigi Buffon, também deixaram seus cargos em meio à pressão pela eliminação traumática nos pênaltis. Gravina, em suas últimas palavras no cargo, elogiou a contribuição de Gattuso para reacender o entusiasmo pela camisa azul, mas o esforço não foi suficiente para evitar o “terra arrasada” institucional após a confirmação de que a Itália assistirá ao Mundial de 2026 novamente pela televisão.