Parece que foi ontem, mas já se passaram 30 anos desde aquele domingo, 2 de março de 1996, quando a alegria que tomava conta de um país inteiro se transformou em luto. O riso escancarado deu lugar às lágrimas, e a irreverência contagiante se converteu em um silêncio difícil de explicar.
Três décadas após o trágico acidente aéreo que tirou a vida dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas: Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Sérgio e Samuel Reoli, a memória do grupo permanece viva no coração dos brasileiros. Suas músicas continuam sendo cantadas, relembradas e celebradas, não apenas como símbolo de uma geração, mas como verdadeiro sinônimo de alegria.
Siga a Orb Sports no X (antigo Twitter) clicando aqui
E por falar em memória, vamos relembrar a ligação que os meninos de Guarulhos tinham com o futebol, uma paixão que sempre esteve presente nas entrevistas, nas brincadeiras e até nas letras, reforçando ainda mais a identificação popular que consagrou os Mamonas Assassinas como um dos maiores fenômenos da música brasileira.
Para que time torciam os Mamonas Assassinas?
O futebol é uma paixão nacional, disso ninguém duvida. Desde a infância, muitos brasileiros já escolhem para quem vão torcer. E com o quinteto dos Mamonas Assassinas não era diferente: cada um tinha seu time de coração. Como dito anteriormente, o esporte marcava presença na vida desses jovens que tinham idades entre 22 a 28 anos, eles dividiam sua torcida entre três grandes clubes paulistas.

No entanto, é importante destacar que, nesse processo de escolha, a influência familiar costuma pesar bastante. Muitos torcedores seguem os passos dos pais e acabam herdando o amor pelo clube, perpetuando essa paixão de geração em geração.
Siga a Orb Sports no Instagram clicando aqui
O vocalista Dinho é um exemplo claro dessa influência familiar: torcedor fanático do Corinthians, ele dividia essa paixão com o pai e com seu irmão e, sua irmã. Desde a infância, acompanhava o pai aos estádios para empurrar o Timão, vivendo de perto a atmosfera das arquibancadas, principalmente no antigo estádio do Pacaembu. Com a fama, porém, essa rotina se tornou mais difícil, e o cantor passou a acompanhar os jogos apenas pela TV.

O mesmo aconteceu com Samuel e Sérgio, que cresceram em uma família tricolor e herdaram do pai o amor pelo São Paulo, especialmente na fase vitoriosa comandada por Telê Santana. O baixista esteve diversas vezes no estádio do Morumbi para acompanhar o time de perto. Já o baterista também era são-paulino, mas não com o mesmo fervor, na época, seu foco maior estava nos videogames e a única imagem dele com a camisa tricolor foi na infância.

Vindo de uma família de origem oriental, que não cultivava a mesma paixão pelo futebol tão característica dos brasileiros, o guitarrista Bento escolheu torcer pelo Palmeiras. No entanto, sua relação com o clube era mais leve, sem fanatismo, algo mais esporádico e ele não tinha o hábito de frequentar estádios. A única vez em que esteve nas arquibancadas, ainda na infância, foi para assistir a um clássico Majestoso ao lado do irmão corinthiano.

Por fim, o tecladista e integrante mais velho dos Mamonas Assassinas seguia a mesma linha de Bento e Sérgio: tinha um time para chamar de seu, mas não podia ser considerado um torcedor. Nascido em uma família são-paulina, Júlio, embora não demonstrasse grande envolvimento com o futebol. Ainda assim, é possível encontrar registros dele vestindo camisas de diferentes clubes, mostrando que sua relação com o esporte era mais descontraída do que apaixonada.
Há diversas imagens, inclusive, de Júlio e Dinho vestindo a camisa da Portuguesa, que na época vivia um de seus melhores momentos no cenário nacional. Em 1996, a Lusa fez uma campanha histórica e conquistou o vice-campeonato do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que o vocalista da banda quase se tornou jogador rubro-verde também.


