A Conferência do Futebol pelo Planeta (ECOFUT), promovido pelo Terra FC e a Federação Paraense de Futebol (FPF), acontece nesta sexta-feira (8), das 13h30 às 21h, na Casa Mia, em Belém. O seminário será realizado em formato integrado ao IV Seminário de Direito Desportivo e Gestão, com o objetivo de sensibilizar os clubes sobre a importância de adotar medidas para proteger o futuro do futebol no Brasil.
Siga a ORB SPORTS no Instagram clicando aqui
O evento, que teve sua primeira edição no estádio do MorumBIS (São Paulo) em 2025, busca capacitar clubes de futebol, federações e outros agentes do esporte para integrar práticas sustentáveis nas operações diárias, além de formular estratégias de longo prazo. A proposta do Terra FC é transformar a sustentabilidade em um ativo estratégico para os clubes, destacando a necessidade de ações concretas que possam gerar engajamento, receitas e valorização de marca.
“Não é apenas responsabilidade social ou um custo, é uma oportunidade de se destacar no mercado, atrair novos patrocinadores e fidelizar torcedores que compartilham dos mesmos valores. Transformar a sustentabilidade em ativo estratégico e financeiro é fundamental para a nova era do futebol brasileiro”, afirma Laura Moraes, diretora de campanha do Terra FC.
O seminário abordará a relação entre os clubes e o meio ambiente, trazendo exemplos práticos de como a implementação de práticas sustentáveis já vem impactando positivamente clubes e federações. Entre os principais temas, estão a importância da governança ambiental, como aplicar práticas de sustentabilidade na gestão de clubes, e o uso do esporte como ferramenta para mobilização e conscientização das novas gerações.
A programação do evento contará com mesas-redondas, painéis de discussão e apresentações de especialistas no setor. Ricardo Gluck-Paul, presidente da FPF e vice da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Laura Moraes, Marcelo Pinto, coordenador de parcerias do Terra FC, e Gabriela Berrogain, gerente de comunicação do Terra FC, estão entre os palestrantes.
Siga a ORB SPORTS no X (antigo Twitter) clicando aqui
Parada pelo clima
Terra FC e FPF já estiveram juntas no começo do ano com a Parada pelo Clima, que transformou a tradicional pausa para hidratação dos jogadores em um espaço de educação ambiental durante Parazão 2026. O projeto mobilizou 12 clubes ao longo das 10 rodadas do estadual (seis da primeira fase, uma das quartas, uma da semi e duas da final), abordando diferentes temáticas, como a crise hídrica e o aumento de temperatura.
Com exibição de vídeos nos telões, mensagens de locução nos estádios e pelos narradores na TV e internet, além de faixas em campo, a iniciativa abordou temas como: calor extremo e saúde; mudanças climáticas e futebol; escassez e uso consciente da água; separação e descarte correto de resíduos; eventos extremos (chuvas, secas e ondas de calor); clima e saúde coletiva; cidades mais resilientes; juventude, futuro e clima; Amazônia e clima; clima, responsabilidade e futuro do esporte.
Milhões em jogo
Segundo estudo encomendado pelo Terra FC e conduzido pela consultoria ERM em 2025, 78% dos clubes das Séries A, B e C estão em municípios com alto risco de eventos climáticos severos até 2040. Dentre 60 clubes que disputaram as três principais divisões do Brasil ano passado, 47 estão em cidades com alto risco de eventos climáticos severos.
O relatório apontou ainda que todos estes clubes enfrentam pelo menos um risco médio de inundações extremas, incêndios, secas e/ou ondas de calor. A ameaça de enchentes aparece como principal ameaça, tendo um alto risco em dois terços das equipes. Somados, o prejuízo no período pode chegar a R$ 70 bilhões, sendo que 55% (33 agremiações) correm o risco de perder mais de 10% de seu valor de mercado.
O Terra FC é uma campanha global que utiliza o esporte como ferramenta de mobilização. Para enfrentar a crise climática, cinco frentes de atuação estão propostas: reduzir suas emissões de carbono; adotar práticas sustentáveis no dia a dia, como gestão de resíduos e alimentação de baixo impacto; engajar torcedores e comunidades por meio do poder cultural do futebol; se preparar para eventos extremos com infraestrutura e protocolos adequados; e formar parcerias além dos estádios, para construir soluções coletivas e proteger o futuro do esporte.

