Em mais uma apresentação sólida sob o comando do técnico português Pedro Emanuel, o Vasco finalmente conseguiu transformar o seu volume de jogo em gols — um problema crônico que vinha punindo o time nas últimas rodadas. O Cruzmaltino venceu o Cruzeiro por 3 a 1 em São Januário, na noite deste sábado (29).
Na prática, os dois gols de diferença no placar acabaram não ilustrando o verdadeiro tamanho da superioridade vascaína. Se o atacante Adson tivesse tido um pouco mais de capricho nas finalizações, principalmente na primeira etapa, a vitória teria contornos de goleada. Mas o recado principal ficou: a equipe provou para si mesma que tem repertório para sufocar um adversário de peso.
Surge uma nova oportunidade de se mostrar um time forte também fora das copas
Nesta temporada, o Vasco tem vivido uma dupla identidade. Enquanto avança com boas campanhas e competitividade na Copa do Brasil e na CONMEBOL Sul-Americana, a equipe sofria de um apagão no Campeonato Brasileiro. Para se ter ideia do peso desse jejum, a vitória contra o Cruzeiro foi a primeira do Gigante da Colina na competição de pontos corridos desde o dia 10 de maio, contra o Athletico, quando a equipe ainda era comandada por Renato Gaúcho.
Quebrar essa sequência negativa tira um piano das costas dos jogadores. Pedro Emanuel começa a colher resultados positivos mesmo enfrentando uma maratona de jogos, provando que o elenco tem estofo físico e mental. Bater o Cruzeiro com tamanha autoridade é o tipo de injeção de ânimo que um grupo precisa para afastar de vez o fantasma da zona de rebaixamento. O grande desafio daqui para frente é justamente esse: replicar o nível de concentração dos mata-matas na rotina desgastante dos pontos corridos.

Confiança e chegada de reforço
Um horizonte promissor para São Januário. A leitura tática do português Pedro Emanuel e a qualidade técnica do argentino Facundo Colidio, somada à sustentação de peças experientes como Thiago Mendes, eleva a equipe de patamar.
Se o Vasco conseguir manter a mesma intensidade sem a bola e melhorar a pontaria no terço final do campo, o segundo semestre tende a ser muito diferente do primeiro. O objetivo primordial e inegociável continua sendo atingir a margem de segurança dos 45 pontos o mais rápido possível. No entanto, se a atuação deste sábado deixar de ser uma exceção e virar a regra, o torcedor vascaíno ganha o direito legítimo de olhar para a metade de cima da tabela.

