Neste sábado (22), o Leão Azul perdeu por 2 a 1 para o Fluminense, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Remo chegou a sair na frente, mas deixou o Maracanã sem pontuar. Jajá marcou para os paraenses no primeiro tempo, mas Hulk e Serna viraram a partida na etapa final.
A derrota mantém o Remo na zona de rebaixamento e interrompe a tentativa de embalar depois dos empates contra Atlético-MG e Internacional. O revés diante do Fluminense coloca novamente em evidência a dificuldade do time em transformar boas atuações pontuais em uma sequência capaz de tirar o clube da parte de baixo da tabela.
Um bom primeiro tempo que não resistiu
O Remo entrou no Maracanã com uma proposta clara, a equipe procurou fechar os espaços e explorar os contra-ataques, estratégia que funcionou durante boa parte da primeira etapa.
Aos 31 minutos, Marcelinho avançou pela direita e cruzou para Jajá, que apareceu na área para finalizar e colocar o Leão em vantagem. O gol premiou uma equipe que conseguiu ser eficiente mesmo tendo menos posse de bola diante de um Fluminense que está entre os times que mais controlam o jogo no campeonato.
O problema veio depois do intervalo, onde o Fluminense aumentou a pressão e passou a encontrar mais espaços. Hulk empatou a partida e, posteriormente, Serna marcou o gol da virada em uma jogada aérea. O Remo ainda tentou reagir, mas terminou derrotado por 2 a 1.
O resultado é especialmente doloroso porque o Remo novamente esteve perto de conseguir um resultado importante fora de casa. Na rodada anterior, havia buscado o empate com o Internacional nos acréscimos, com Vitor Bueno, e chegou ao confronto no Rio tentando repetir a dose.
Como fica o trabalho de Léo Condé
A derrota para o Fluminense também amplia a necessidade de analisar o trabalho de Léo Condé à frente do Remo, o treinador agora soma 20 jogos pelo Brasileirão. Nesse período, são 5 vitórias, 5 empates e 10 derrotas, com 20 pontos conquistados. O time marcou 22 gols e sofreu 31. A campanha mostra um cenário de altos e baixos, com momentos em que o Remo conseguiu competir de igual para igual contra adversários fortes, mas também partidas em que a equipe teve dificuldades para sustentar o resultado.
A maior vitória continua sendo o 4 a 1 sobre o Bahia. Já as derrotas mais pesadas foram os 3 a 0 para Flamengo e Corinthians. Contra o Corinthians, o Remo teve uma atuação especialmente abaixo do esperado, terminando a partida sem acertar nehuma finalização no gol.
A posição mais alta alcançada pelo Remo com Condé foi a 18ª colocação, enquanto o time chegou à lanterna em duas rodadas. O treinador, que assumiu a equipe ainda no primeiro turno, agora terá a parte mais importante de seu trabalho justamente no momento em que a margem para erros fica cada vez menor.
Contra o Fluminense, Condé apostou em Vitor Bueno entre os titulares e no retorno de Marllon à defesa. A estratégia inicial funcionou, mas o time não conseguiu sustentar a vantagem depois do intervalo. O próprio treinador reconheceu que o segundo gol veio de uma situação de bola parada que havia sido trabalhada durante a preparação.
Reta final exige reação em Belém
O calendário pode ser o principal aliado do Remo daqui para frente, depois de enfrentar Internacional e Fluminense fora de casa, o Leão terá uma sequência com quatro dos próximos cinco jogos em Belém, cenário que Condé considera fundamental para a reação na tabela.
O próprio treinador destacou, após a derrota no Maracanã, que o momento exige união e que o Remo precisa aproveitar o mando de campo. Nas últimas partidas como mandante, o time conseguiu vencer São Paulo e Vitória e empatou com o Atlético-MG, resultados que mostram que o desempenho em Belém pode ser determinante para a permanência na Série A.
A sequência começa contra o Coritiba, em Belém, e depois terá o Flamengo. Na sequência, o Remo visita o Bahia antes de voltar a jogar em casa contra Santos e Grêmio.
Com o campeonato entrando em sua reta decisiva, o Remo precisa transformar o fator casa em resultados. A derrota para o Fluminense mostrou novamente que o time consegue competir, mas expôs a dificuldade de manter a vantagem diante de adversários que aumentam a intensidade no segundo tempo.
Para Léo Condé, o desafio agora é fazer essa competitividade virar pontos. E, para o Remo, cada rodada passa a ter um peso ainda maior na tentativa de permanecer na elite.

