A Seleção Brasileira enfrentou a extinta Tchecoslováquia na Copa do Mundo de 1938, disputada na França, e venceu por 2 a 1 na prorrogação, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar, em duelo válido pelas quartas de final no estádio Parc Lescure, em Bordeaux. A partida entrou para a história como um dos confrontos mais violentos dos Mundiais, sendo o primeiro jogo das Copas a registrar três expulsões.
Diante de 22.021 espectadores, o duelo entre as duas seleções foi marcado com muita violência e entradas duras por parte dos jogadores de ambos os lados. Para algumas entradas, o juiz húngaro Pál von Hertzka não hesitou em expulsar três jogadores.
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Além das expulsões, cinco atletas deixaram o gramado lesionados. Dois jogadores tchecoslovacos precisaram de atendimento hospitalar, entre eles o goleiro Walter e o artilheiro Nejedlý. Por esses motivos, o confronto passou a ser considerado um dos mais violentos da história das Copas do Mundo.
Esse recorde negativo só seria superado 68 anos depois, na Copa de 2006, no confronto entre Portugal e Países Baixos, marcado por quatro expulsões.

Dentro de campo, o Brasil apostava no estilo de drible e ginga que a imprensa da época associava à identidade da equipe, destacando a presença de jogadores negros e mestiços, como Leônidas, Domingos da Guia e Batatais, fundamentais para consolidar a imagem do futebol brasileiro como arte.
Com esse estilo a plenos pulmões, Leônidas aproveitou a oportunidade para abrir o marcador diante seleção atualmente extinta, trazendo ao torcedor brasileiro novos ânimos e ambições para sonhar com a primeira estrela no peito.
Depois do gol, o jogo continuou na violência plena, reduzindo ainda mais as chances criadas por cada seleção, fato esse, que permitiu um jogo truncado, embora o árbitro da partida tentasse dar mais fluidez ao jogo das quartas de finais.
O empate tchecoslovaco veio aos 65 minutos, em cobrança de pênalti convertida por Oldřich Nejedlý, atacante do Sparta Praga e um dos maiores nomes do futebol do país, que posteriormente seria dividido entre Chéquia e Eslováquia.

Dois dias depois, Brasil e Tchecoslováquia voltaram a campo para o jogo de desempate, com equipes bastante modificadas devido às contusões da partida anterior. Vlastimil Kopecký abriu o placar para os europeus.
Senecký, jogador também do Sparta Praga, chutou rasteiro e Walter fez a defesa, mas a bola escapou de suas mãos e pareceu ter entrado cerca de um palmo no gol, antes que o goleiro pudesse puxá-la de volta.
Em lance polêmico, Senecký finalizou rasteiro, Walter fez a defesa, mas a bola aparentemente ultrapassou a linha antes de ser retirada. O árbitro francês Georges Capdeville mandou o jogo seguir, gerando forte reclamação dos tchecoslovacos.
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Para afastar a eliminação, Patesko serviu Leônidas, que empatou a partida. Pouco depois, o próprio Leônidas participou da jogada que terminou com o gol da virada brasileira, garantindo a vitória por 2 a 1 e a classificação.

