Há 76 anos, o Brasil arquitetou uma exibição estratégica no Estádio Mendes de Morais — o gigante recém-nascido hoje conhecido como Maracanã. A vitória por 2 a 0 sobre a Iugoslávia não representou apenas mais um resultado positivo, mas sim a luz que guiou o escrete canarinho a quadrangular final da Copa do Mundo de 1950.
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Diante de mais de 142 mil almas que lotavam as arquibancadas cariocas, o esquadrão brasileiro entrou em campo pressionado. Para seguir vivo no Mundial que sediava, a vitória era o único caminho , mas o peso da responsabilidade exigia uma afirmação imediata.
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O alívio veio cedo. Logo aos quatro minutos de jogo. Ademir Menezes, dono de um olhar matador, castigou as redes iugoslavas para abrir o placar no estádio inicialmente erguido para aquele torneio.

O tento precoce trouxe a tranquilidade necessária para dissipar o medo de uma eliminação antecipada em casa, permitindo que as táticas do técnico Flávio Costa neutralizassem a refinada habilidade dos adversários na região dos Balcãs, próximo do Mar Adriático.
O momento máximo, no entanto, estava reservado para o “Maestro”. Zizinho, o Mestre Ziza, regeu a equipe com a maestria que o tornou o maior ídolo do Flamengo antes da era Zico. Ele coroou sua atuação de gala com a bola na rede que fechou a conta no Rio de Janeiro, transformando a tensão em festa, carimbando o passaporte brasileiro para a fase decisiva.
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Artilharia dos brasileiros na Copa do Mundo
| Jogador | Gols | Edições que jogou |
| Leônidas | 7 | 1934, 1938 |
| Ademir Menezes | 3 | 1950 |
| Preguinho | 3 | 1930 |
| Romeu | 3 | 1938 |
| Baltazar | 2 | 1950,1954 |
| Moderato | 2 | 1930 |
| Perácio | 2 | 1938 |
| Alfredo | 1 | 1950 |
| Roberto | 1 | 1938 |
| Zizinho | 1 | 1950 |

