Medalhista olímpica, Bia Corrêa se aposenta do vôlei e promete seguir ligada ao esporte

Central medalhista em Tóquio encerra carreira nas quadras, mas garante que sua história com o vôlei não termina

Foto: Arquivo Pessoal

A central Ana Beatriz Corrêa, a Bia, anunciou neste domingo (5) sua aposentadoria das quadras aos 34 anos. A decisão, comunicada por meio de um texto em suas redes sociais, marca o fim de uma trajetória vitoriosa que incluiu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio, passagens por grandes clubes nacionais e internacionais, e uma série de conquistas pela Seleção Brasileira Feminina de Vôlei. Bia, que defendia o LOVB Madison Volleyball, dos EUA, encerra um ciclo como atleta, mas já sinaliza que sua paixão pelo esporte continuará em uma nova fase.

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“Me aposento do vôlei. E ainda é estranho escrever isso. Porque como é que a gente se despede de algo que foi tão parte da nossa vida sem sentir que está deixando um pedaço de si para trás?”, escreveu.

Foto: Arquivo Pessoal

A central destacou o papel transformador do esporte em sua vida: “O vôlei me deu tudo. Me deu identidade, disciplina, propósito, amizades, memórias, dores, vitórias, derrotas, amadurecimento… me deu o mundo”, pontuou

A carreira da central incluiu passagens por grandes clubes brasileiros, como Osasco, SESI-SP e SESC-RJ, além de experiências no vôlei europeu, pela Itália e pela Turquia, antes de chegar aos Estados Unidos. Apesar da despedida como jogadora, Bia deixou claro que sua relação com o vôlei está longe de terminar. A atleta indicou que pretende seguir ligada ao esporte, mas em um novo papel, sugerindo uma transição para outras áreas.

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“Hoje eu encerro um ciclo dentro de quadra. Mas não encerro a minha história com o vôlei”, afirmou.

Nota completa de Bia

“Hoje eu me aposento do vôlei.
E ainda é estranho escrever isso.
Porque como é que a gente se despede de algo que foi tão parte da nossa vida…
sem sentir que está deixando um pedaço de si para trás?
O vôlei me deu tudo.
Me deu identidade, disciplina, propósito, amizades, memórias, dores, vitórias, derrotas, amadurecimento…
Me deu o mundo.
Me deu versões de mim que eu nem conhecia.
E, acima de tudo, me deu emoções que eu vou carregar para sempre.
Como diz Roberto Carlos:
“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.”
E eu vivi.
Vivi intensamente.
Fui MUITO feliz.
Feliz nas quadras, nos treinos, nas viagens, nas conquistas, nos desafios, nos dias bons e também nos dias difíceis.
Porque mesmo quando doeu… ainda era amor.
E talvez seja exatamente isso que torna esse momento tão difícil. Porque quando acaba algo que a gente ama tanto, fica aquela pergunta silenciosa dentro do peito:
“Agora o que vamos fazer? Eu também não sei…”
Mas talvez o amor de verdade seja isso também:
entender que ele muda de forma, mas não acaba.
E disse o Jota Quest:
“Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos
Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender”
“Se isso não é amor, o que mais pode ser?”
Hoje eu encerro um ciclo dentro de quadra.
Mas não encerro a minha história com o vôlei.
Porque ele continua em mim.
Continua no meu olhar, na minha entrega, na minha paixão pelo jogo, no meu jeito de viver o esporte.
E é por isso que, a partir de agora, sigo de uma nova forma!
Talvez sem a bola na mão como antes,
mas com o mesmo coração.
Hoje não é um adeus.
É uma transformação.
E se uma parte de mim chora pela atleta que se despede,
outra parte sorri MUITO pela mulher que continua.
Obrigada, vôlei.
Por tudo.
Por tanto.
Por mim.
EU FUI MUITO FELIZ JOGANDO, MAS CALMA VOLEI QUE AINDA TEMOS MUITA COISA PRA VIVER JUNTOS ❤️🏐”.