Brasil x França: o que o jogo mostrou sobre a seleção

Brasil
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil enfrentou a França no fim da tarde desta quinta-feira (26), no Gillette Stadium, em Boston, nos Estados Unidos. A partida marcou o penúltimo amistoso da última Data FIFA antes do início da Copa do Mundo. O resultado serviu como um choque de realidade para a torcida verde e amarela, confirmando a qualidade da equipe francesa, atual vice-campeã do mundo, que garantiu a vitória por 2 x 1.

O camisa 10 da França, Kylian Mbappé abriu o placar aos 31′ minutos do primeiro tempo, após um erro no meio-campo que gerou um contra-ataque. A transição ofensiva francesa foi rápida e o atacante usou toda sua velocidade e finalizou com precisão e, frieza.

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Mesmo com a expulsão do zagueiro Upamecano, aos 9 minutos do segundo tempo, a França conseguiu se reorganizar e ampliar o placar. Hugo Ekitiké marcou o segundo gol aos 19 minutos da etapa final, após uma troca de passes eficiente. O atacante aproveitou o espaço deixado pela defesa brasileira, infiltrou na área e finalizou para vencer o goleiro Ederson.

O gol de honra do Brasil saiu aos 32 minutos da etapa final. Após um bate-e-rebate na pequena área, Bremer aproveitou a sobra e mandou para o fundo das redes, diminuindo a vantagem francesa e fechando o placar em 2 x 1.

Pontos que merecem atenção no time do Brasil

Sabemos que a Seleção Brasileira teve alguns desfalques importantes pós convocação, assim como temos consciência que ainda não é a equipe titular e que segue em processo de formação, especialmente no setor defensivo. No entanto, os 90 minutos de partida serviram para testar jogadores e escancarar as deficiências que o Brasil apresenta.

A zaga brasileira foi um dos principais pontos de preocupação na partida. O setor defensivo demonstrou dificuldades de posicionamento e organização, o que acabou permitindo que a França tivesse liberdade para criar jogadas, encontrar espaços e levar perigo com certa frequência. Sem contar que os dois gols da França saíram após erros de posicionamento ou de organização da defesa brasileira.

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Outro ponto que chamou a atenção foi o desempenho do meio-campo. Em muitos momentos do jogo, o setor acabou sendo pressionado e sufocado pela equipe francesa. Além disso, faltou concentração e entrosamento entre os jogadores, o que dificultou a manutenção da posse de bola e a construção de jogadas, tanto em ataques organizados quanto em contra-ataques.

Por fim, o setor ofensivo conseguiu criar algumas oportunidades e, em determinados momentos, chegou a reacender a esperança da torcida por um resultado positivo. No entanto, a falta de pontaria nas finalizações e a ausência de um armador mais eficiente fizeram com que esse otimismo fosse diminuindo ao longo da partida.

Pode surgir a pergunta: a seleção brasileira não é formada por jogadores que brilham em grandes clubes da Europa? A resposta é sim. No entanto, infelizmente, muitos deles ainda estão devendo quando vestem a camisa do Brasil. Caberá a Carlo Ancelotti a missão de fazer a equipe encontrar o caminho das vitórias

Próximo amistoso da seleção

A Seleção Brasileira volta a campo na próxima terça-feira (31) para enfrentar a Croácia, às 21h (horário de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos. O confronto será o último teste da equipe antes do início da Copa do Mundo.