Suspenso até 2029, Israel Stroh tenta reverter punição no CAS

Mesa-tenista paralímpico brasileiro nega acusações de apostas e conduta antidesportiva enquanto aguarda julgamento final

Foto: Arquivo Pessoal

Israel Pereira Stroh, natural de Santos, foi julgado em dezembro de 2025, com acusações de conduta antidesportiva ligadas à corrupção e apostas esportivas feitas por ele. A suspensão foi determinada até 26 de junho de 2029.

O atleta e jornalista teve paralisia cerebral causada por falta de oxigênio no parto, comprometendo seus movimentos nos braços e nas pernas. A limitação foi descoberta pelo mesmo só aos 25 anos, em uma entrevista de emprego. Ele representa o Brasil no tênis de mesa paralímpico desde 2013, participando de três edições de Jogos Paralímpicos. Stroh conquistou medalha de prata no Rio 2016, foi vice-campeão no Parapan-Americanos de Toronto em 2015 e Santiago em 2013.

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A Federação Internacional de Tênis de Mesa estruturou o afastamento em duas vertentes:

  • Conduta Corrupta: Antes da final de duplas masculinas no Polish Para Open em 2024;
  • Apostas Esportivas: 68 apostas feitas pelo atleta entre 2022 e 2024.

O estopim foi uma denúncia recebida em abril de 2024. A punição foi a inelegibilidade para competições por quatro anos, dois anos para cada infração, descontando o período de suspensão provisória que já foi cumprido, durando até 26 de junho de 2029.

Israel nega com veemência as acusações, alegando que a indicação de corrupção foi baseada em depoimentos de atletas e técnicos, sem provas palpáveis, e afirma também que não apostou nos seus jogos nem de seus amigos, tampouco nas partidas em que estava presente. O atleta disse ainda que a ITTF não deixou clara a proibição de apostas para paratletas.

Sua defesa entrou com recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), mas a suspensão segue em vigor até a conclusão do processo. A medida provisória de efeito suspensivo até o julgamento do recurso foi negada.

Na fase decisiva do caso, agora em fevereiro, Stroh argumenta firmemente que as acusações de conduta corrupta são baseadas no depoimento do atleta belga Ben Despineux, do técnico Nico Vergeylen e do norueguês Krizander Magnussen, enfatizando a tentativa dos adversários de minar sua carreira.

Os advogados ainda tentam anular o processo com a tese de que o atleta não teve oportunidade de defesa adequada e que o tempo de punição é desproporcional.

O CAS deve unir três árbitros para análise do caso, podendo levar de 6 a 12 meses até o martelo final.

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