O Marrocos está de volta à final da Copa Africana de Nações. Empurrada pela torcida no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, a seleção anfitriã segurou a Nigéria por 120 minutos e venceu por 4 a 2 nos pênaltis, nesta quarta-feira (14), após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação. A vaga encerra um jejum de 21 anos e coloca os Leões do Atlas na decisão contra o Senegal.
Jogo de paciência
O confronto teve mais tensão do que brilho. A Nigéria terminou com maior posse de bola, tentou acelerar pelos lados e rondou a área com frequência, mas encontrou um Marrocos organizado, compacto e fiel ao plano defensivo. As chances claras foram escassas dos dois lados, reflexo de um duelo travado, em que cada erro poderia custar caro.
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Na prorrogação, o roteiro se repetiu. O ritmo caiu, o cuidado aumentou e a decisão caminhou, sem surpresas, para a marca da cal.
Bono, outra vez decisivo
Nos pênaltis, o protagonista apareceu. Yassine Bounou defendeu duas cobranças e confirmou o papel de pilar da campanha marroquina. Converteram para os Leões de Atlas: Azzedine Ounahi, Eliesse Ben Seghir, Hakimi e En-Nesyri, que fechou a série.
Pela Nigéria, Paul Onuachu e Fisayo Dele-Bashiru marcaram, mas Samuel Chukwueze e Bruno Onyemaechi pararam em Bono, uma delas após o goleiro sair antes e se recuperar a tempo.
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Peso histórico e final em casa
A vitória tem peso simbólico. Era apenas a segunda semifinal entre Marrocos e Nigéria na história da competição, 45 anos depois do último encontro nessa fase. Também foi a primeira vez em mais de duas décadas que os marroquinos superaram os nigerianos no torneio.
Agora, o Marrocos tenta repetir o feito de 1976 e conquistar o segundo título continental, novamente como anfitrião. A decisão contra o Senegal acontece domingo (18), às 16h (de Brasília), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah. A disputa do terceiro lugar será sábado (17), às 13h (de Brasília), no Estádio Mohammed V, em Casablanca.

