O Cruzeiro, em sua primeira edição de Libertadores Feminina, chegou à semifinal da competição como um dos favoritos ao título. Isso porque, historicamente, o futebol feminino brasileiro anda algumas léguas à frente da mesma modalidade praticada nos países sul-americanos vizinhos. Algumas análises profissionais afirmam que as Cabulosas estrearam em um bom grupo, com adversários nitidamente mais frágeis, mas, apesar disso, é importante destacar que a sua parte o time de Belo Horizonte fez.
Adaptou-se à altitude, à dinâmica de tiro curto e soube lidar com as adversidades. Venceu todos os jogos da fase de grupos, e sua camisa 10, Byanca Brasil, é a maior artilheira até aqui, com cinco gols marcados. Marília, outra grande personagem da equipe, foi a responsável pela vitória por 1 a 0, que colocou o time na final da Libertadores.

Primeiro tempo de muitas faltas e nada de gols
O jogo contra o Olimpia, ainda na fase de grupos, foi responsável pela melhor atuação da equipe azul até então. Um 3 a 0 que elevou a confiança e demonstrou o poder do grupo da Toca da Raposa. Acontece que, no mata-mata, o time paraguaio resolveu não facilitar e deixar suas adversárias mais desconfortáveis, muito diferente do que aconteceu no primeiro encontro.
Em um jogo muito faltoso, alguns desentendimentos também foram vistos em campo, e a famosa “catimba” começou a fazer parte do duelo. Vitória Calhau, capitã nesta partida e referência na defesa, protagonizou algumas dessas cenas com muita personalidade. A primeira etapa terminou com o placar zerado para ambos os lados. Apesar das construções, as equipes não criaram chances claras de gol.

Olimpia tenta, mas não resiste à superioridade brasileira
O desencanto no placar aconteceu após o intervalo. O Cruzeiro teve uma oportunidade em uma bola parada e, no rebote, Marília marcou mais um gol nesta Liberta. Mais uma flecha foi utilizada, e um suspiro de alívio foi dado entre as jogadoras brasileiras. A autora do gol também foi vítima de agressão dentro da pequena área. Furiel levou uma cotovelada sem a bola, mas a arbitragem, por sua vez, não marcou nada no lance.
A situação do Olimpia ficou ainda mais complicada após a expulsão da camisa 7, Pamela Villalba. A equipe, que não criou chances claras, precisou se desdobrar, com uma jogadora a menos em campo, para impedir o avanço do adversário. O esforço, porém, não foi suficiente para tirar o Cruzeiro da final da Libertadores de 2026.
Final brasileira e possibilidade de revanche
O Corinthians se classificou algumas horas antes do Cruzeiro para a final da Libertadores Feminina, e agora ambos os times se prepararão para uma final completamente brasileira, evidenciando a força do futebol feminino do Brasil.

O jogo, que acontecerá no próximo sábado (30), no Estádio Casa Blanca, em Quito, no Equador, será uma oportunidade para as Cabulosas protagonizarem uma possível revanche contra as Brabas, após a derrota na final do Brasileirão Feminino de 2025.

