Flávia Saraiva conquistou a medalha de bronze na trave neste domingo (25), último dia do Mundial de Ginástica Artística, em Roterdã, na Holanda. A brasileira recebeu nota 14,300 e garantiu o segundo pódio do país na competição, um dia depois de Rebeca Andrade conquistar o ouro no salto.
O ouro na trave ficou com a argelina Kaylia Nemour, enquanto a chinesa Qinqyng ficou com a prata. As duas receberam nota 14,566, mas Nemour levou vantagem no critério de desempate, com 8,266 de execução, contra 8,066 da rival.
Aos 27 anos, Flavinha finalmente subiu ao pódio mundial no aparelho em que construiu boa parte de sua trajetória. A ginasta já havia sido finalista na trave nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e de Tóquio, em 2021, além dos Mundiais de 2019, 2023 e 2025. Na edição de 2023, terminou na quarta colocação.
A medalha em Roterdã é a terceira de Flávia em Campeonatos Mundiais. Em 2023, na Antuérpia, ela conquistou a prata por equipes e o bronze no solo. O resultado deste domingo também iguala o melhor desempenho brasileiro na história do Mundial de trave, marca alcançada por Rebeca Andrade em 2023.
Na final, Flávia apresentou uma série consistente, com ligações acrobáticas e elementos de dificuldade. A saída em duplo carpado teve um pequeno passo na aterrissagem. A brasileira recebeu 6,1 de nota de dificuldade e 8,200 de execução, totalizando 14,300 pontos.
Com o bronze, o Brasil chegou a 27 medalhas na história dos Campeonatos Mundiais de Ginástica Artística, sendo 17 conquistadas pela equipe feminina.

