México reúne três feitos históricos em classificação às oitavas da Copa do Mundo

Fim de jejum em mata-mata, recorde de Gilberto Mora e invencibilidade em casa marcam partida da seleção

Foto: Divulgação/Fifa

Uma partida que ficará marcada para sempre na história do futebol mexicano. A vitória por 2 a 0 sobre o Equador, que garantiu o México nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, foi além da classificação. Em um único jogo, El Tri encerrou um longo jejum em confrontos eliminatórios, manteve sua invencibilidade no Estádio da Cidade do México e viu o jovem Gilberto Mora entrar para uma lista histórica liderada por Pelé.

O triunfo colocou fim ao período de frustrações que acompanhava a seleção mexicana em partidas de mata-mata de Mundiais. Jogando diante de sua torcida, a equipe voltou a vencer um confronto eliminatório e deu um passo importante para deixar para trás uma marca que acompanhava desde 1986.

A classificação também teve um significado especial para Javier Aguirre. Em sua terceira passagem pela seleção, o treinador finalmente viveu um desfecho diferente daquele experimentado nas edições de 2002 e 2010, quando acabou eliminado nas oitavas de final.

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“Sou um daqueles que não conseguiu chegar ao quinto jogo; isso dói muito. O Equador leva você ao limite, mas foi uma grande noite para os mexicanos”, admitiu Aguirre.

Gilberto Mora entra para lista ao lado de Pelé

MEXICO CITY, MEXICO - JUNE 11: Gilberto Mora #19 of Mexico celebrates after the 2-0 win during the FIFA World Cup 2026 Group A match between Mexico and South Africa at Mexico City Stadium on June 11, 2026 in Mexico City, Mexico. (Photo by Luke Hales/Getty Images)
Foto: Divulgação/Fifa

Se a classificação representou um momento histórico para o México, ela também marcou a consolidação de uma das maiores promessas do futebol do país. Titular diante do Equador, Gilberto Mora iniciou a partida com 17 anos e 259 dias e tornou-se apenas o segundo jogador de 17 anos, e o segundo mais jovem da história, a começar um duelo de mata-mata em Copas do Mundo.

À sua frente está apenas Pelé, que tinha 17 anos e 239 dias quando enfrentou o País de Gales nas quartas de final da Copa de 1958.

Além da marca histórica, Mora respondeu à confiança recebida com uma atuação madura. Participativo durante toda a partida, o meia ajudou o México a controlar o jogo e confirmou o motivo de ser tratado como uma das principais joias da nova geração. Aguirre fez questão de elogiar o jovem, mas também demonstrou cautela com a expectativa criada em torno do atleta.

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“É uma pena que o pobre Gil fique sem fôlego, mas, por outro lado, ele é um garoto, não podemos exigir mais do que ele nos entrega. Ele é corajoso, quer a bola. É um jovem jogador que vai construir seu nome”, frisou.

Fortaleza mantida em casa

Foto: Divulgação/Federação Mexicana de Futebol

A classificação também preservou outra escrita importante. Com o resultado, o México segue sem conhecer derrotas em jogos de Copa do Mundo disputados no Estádio da Cidade do México, transformando o palco em um dos grandes aliados da seleção ao longo da história do torneio.

O desempenho reforça a excelente campanha mexicana nesta edição. A equipe avançou ao mata-mata com 100% de aproveitamento na fase de grupos, venceu também seu primeiro compromisso eliminatório, marcou oito gols e ainda não foi vazada na competição.

Agora, o desafio passa a ser outro. Com a barreira das oitavas superada, o México tentará alcançar mais um feito inédito nesta nova era do Mundial. O adversário sairá do confronto entre Inglaterra e RD Congo, enquanto a seleção comandada por Javier Aguirre busca transformar uma campanha já histórica em uma trajetória ainda maior.