O basquete perdeu sua maior lenda. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, pouco depois de dar entrada no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, onde recebeu atendimento após passar mal. O Mão Santa deixa uma história sem paralelo no esporte, construída ao longo de 28 anos de carreira e cinco Olimpíadas.
Com 49.703 pontos somados entre clubes e seleção, Schmidt é o maior pontuador da história do basquete mundial. Nos Jogos Olímpicos, participou de cinco edições consecutivas, de Moscou 1980 a Atlanta 1996, e acumulou 1.093 pontos, recorde absoluto da competição. Em Seul 1988, anotou 55 pontos contra a Espanha numa única partida, marca que permanece imbatida. Foi o principal cestinha olímpico em três edições seguidas: 1988, 1992 e 1996. Pela Seleção Brasileira, encerrou a carreira como maior pontuador histórico, com 7.693 pontos.
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Em 1984, foi selecionado no Draft da NBA pelo New Jersey Nets, no mesmo ano em que Michael Jordan entrou para a liga. Recusou. Naquele período, atletas que assinavam com times americanos não podiam defender suas seleções nacionais, e Schmidt não abriu mão do Brasil. A decisão custou os holofotes da NBA, mas o consolidou como símbolo do basquete nacional.
Três anos depois veio o momento que talvez melhor resuma quem foi Oscar. Nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, o Brasil estava perdendo para os Estados Unidos por 20 pontos. Virou, venceu por 120 a 115 e conquistou o ouro. Ele terminou a partida com 46 pontos.
Nos clubes, passou por Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo no Brasil, além de temporadas na Europa, especialmente na Itália, onde foi cestinha por vários anos. Pelo Sírio, foi peça central no título do Mundial Interclubes de 1979. O reconhecimento internacional veio com a entrada no Hall da Fama da FIBA em 2010 e no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, em 2013.
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Oscar Schmidt em números
- Maior pontuador da história do basquete: 49.703 pontos
- Maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos: 1.093 pontos
- Cestinha olímpico em três edições: Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996
- Maior pontuador da história da seleção brasileira: 7.693 pontos

