Piastri alerta para desafio energético da F1 2026 e prevê dificuldades no GP da Austrália

Piloto da McLaren aponta risco de perda de energia em pistas com poucas frenagens; novo regulamento preocupa equipes antes da abertura da temporada

Foto: Divulgação/Mclaren

Oscar Piastri, piloto australiano da McLaren, alertou para as dificuldades que as equipes podem enfrentar na Fórmula 1 em 2026 com a recuperação de energia em circuitos com poucas zonas de frenagem. O chefe da equipe, Andrea Stella, concorda com a avaliação e projeta um GP da Austrália desafiador na abertura da temporada.

Com a estreia do novo regulamento técnico, pilotos e equipes ainda buscam encontrar o acerto ideal após os testes de pré-temporada realizados no Bahrein.

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O novo regulamento altera a distribuição de energia das unidades de potência, equilibrando a participação entre combustão e sistema elétrico, com o objetivo de aumentar o desempenho dos carros. O principal desafio passa a ser a gestão energética em pistas com baixa frenagem, onde a recuperação de carga da bateria se torna mais limitada.

Na prática, os pilotos precisam administrar melhor o uso da energia ao longo da volta, cenário que já gerou críticas de campeões como Max Verstappen e Lewis Hamilton.

“A situação é muito diferente em comparação com as pilotagens que eu fiz no simulador. Em algumas pistas, vamos ter problemas com a recuperação de energia em comparação com o Bahrein, onde testamos”.

Piastri.

Um exemplo ocorreu com Nico Hülkenberg durante os testes no Bahrein. Na transição entre as últimas curvas do circuito, o piloto da Audi sofreu uma queda acentuada na carga da bateria e perdeu potência.

Vídeo mostra o desempenho da bateria (Vídeo: @Pilota_so)

A dificuldade na recuperação de energia pode ser ainda maior em pistas com poucas zonas de frenagem. Com isso, Piastri acredita que a F1 2026 pode ter anomalias em pistas com essas características, incluindo o GP da Austrália, em Melbourne, que abre a temporada no dia 8 de março. Piastri explicou que o problema deve aparecer com mais força em pistas de alta velocidade, onde há menos frenagens para recarregar a bateria.

“Dependendo de onde você fizer o ajuste ideal, talvez não precise fazer muito superclipping (cortar a potência elétrica nas retas) ou lift and coast (tirar o pé antes de frear). Mas em Melbourne, se você não fizer isso, sua energia vai se esgotar muito rapidamente. Tudo depende do traçado da pista. Jedá (Arábia Saudita) é similar, uma pista com muitas retas ligadas a curvas rápidas, vai ser muito difícil de obter energia lá. As maiores anomalias vão acontecer em locais como esses”.

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Chefe de Equipe de Oscar Piastri, Andrea SteStella, declaração recrecente,mbém compartilhou a visão de seu piloto.

Imagem do italiano Andrea Stella. Foto: Divulgação/ Site oficial da Mclaren

“Acho que em 2026 nós teremos que olhar as características dos circuitos, inclusive em relação ao quão fácil é um circuito para os requisitos da unidade de potência”.

Na visão de Stella, a McLaren pode esperar euma troca de forças no campeonato com as variações de pistas e suas respectivas exigências.

Próximo compromisso

A Fórmula 1 retorna com a abertura da temporada em Melbourne, na Austrália, no dia 8 de março, às 1h (de Brasília), já sob o novo regulamento técnico.