O trabalho por trás do primeiro Brasileiro do São Paulo Feminino

Título é resultado de um projeto que ganhou consistência com Thiago Viana, jogadoras da base e reforços estratégicos

Foto: Divulgação/São Paulo

Depois de 10 finais consecutivas, a hegemonia do Corinthians finalmente acabou. Com o gol de Bia Menezes, o São Paulo sacramentou seu primeiro Campeonato Brasileiro após a reativação da categoria, em 2019. A última final havia sido há dois anos, contra o mesmo Corinthians, mas com um resultado negativo, sendo vice-campeão no estádio do rival. Agora, no lado mais positivo, fica evidente como o projeto evoluiu nesses dois anos.

O comando técnico de Thiago Viana encabeça boa parte dessa evolução. No clube há nove anos, começou nas categorias de base e foi subindo: Sub-17, Sub-18 e Sub-20. Em 2023, assumiu o comando do time principal e manteve um trabalho muito sólido, trabalhando principalmente com jogadoras da base tricolor, como Ravena e Vi Amaral. Chegou a três finais, sendo campeão em 2025, na Supercopa. Foi vice no Paulista e no Brasileiro de 2024, tendo uma das melhores campanhas.

Em 2024, acabou em terceiro, atrás apenas de Ferroviária e Corinthians. Passou pelo Grêmio nas quartas de final e pela Ferroviária nas semifinais. Na final contra o Corinthians, perdeu o primeiro jogo e, na finalíssima, acabou sendo derrotado novamente. Nomes como a goleira Carlinha, Duda Serrano e Isa Guimarães se mantiveram.

Era o início do trabalho no Tricolor paulista e sua segunda final desde a reativação. Em 2025, um ano mais firme. Primeiro, uma resposta ao rival alvinegro, derrotando-o nos pênaltis na Supercopa. Trouxe Gi Crivelari ao time, sendo a principal referência técnica da equipe. Com o mesmo elenco, chegou às semifinais do Brasileiro e às quartas de final da Libertadores, marcando a primeira participação na Libertadores Feminina.

É com esse trabalho sólido que o São Paulo inicia 2026, estando entre os favoritos em todas as competições que disputou. Em 2026, liderou o Campeonato Brasileiro, com 13 vitórias, dois empates e duas derrotas. Passou pelo Grêmio, pelo Flamengo na semifinal e confirmou o favoritismo ao vencer na Arena Corinthians, acabando com a sequência de vitórias corintianas, e sagrou-se campeão diante de um público recorde de 49.405 pessoas.

É a evolução de todo esse trabalho. Do técnico que acreditou no clube desde 2017, de montar um elenco competitivo e campeão.