Aline Milene pede “chavinha” virada no São Paulo antes das quartas do Brasileirão: “É uma disputa de 180 minutos”

Camisa 7 destaca experiência em mata-matas e força coletiva do Tricolor, que enfrenta o Grêmio neste sábado, em Caxias do Sul

Aline Milene quer foco total nas quartas do Brasileirão Feminino. Foto: Kok Fotos / Ludus Comunica

O São Paulo fez história na primeira fase do Brasileirão Feminino. Líder da competição, o Tricolor terminou os 17 jogos iniciais com 41 pontos, 13 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas, além de estabelecer sua maior pontuação em uma primeira fase do torneio e alcançar a marca de sete vitórias consecutivas. Agora, porém, o mata-mata começa do zero.

É justamente essa mudança de cenário que Aline Milene, camisa 7 do Tricolor, aponta como um dos principais pontos de atenção para o São Paulo antes do início das quartas de final. Neste sábado (29), às 16h30, o Tricolor visita o Grêmio, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), pelo jogo de ida. O confronto terá transmissão da TV Globo e do SporTV.

“Tudo que aconteceu foi muito bom para a gente, mas sabemos que são dois momentos distintos dentro da competição. Agora é uma nova competição. Todo mundo entra com zero pontos, e isso é o que mais modifica”, afirma Aline.

A mudança de contexto, segundo a meio-campista, também exige atenção redobrada às características do adversário. O Grêmio terminou a primeira fase na oitava colocação e chega às quartas depois de garantir a classificação na última rodada. Para Aline, conhecer o estilo da equipe gaúcha será fundamental para que o São Paulo consiga impor sua identidade sem deixar de lado os detalhes que podem decidir um confronto eliminatório.

“Vamos enfrentar uma grande equipe, que é o Grêmio. É uma equipe muito centrada, que gosta desse jogo físico, gosta de ter a bola e contra-atacar muito bem. Então, a gente tem que entender e mudar a chavinha. É muito importante trazer os contextos do jogo e do adversário para que possamos entender e fazer o nosso melhor”, analisa a meio-campista.

Duelo já aconteceu na primeira fase do Brasileirão

O confronto também coloca frente a frente duas equipes que já se enfrentaram na primeira fase. Na ocasião, o São Paulo venceu por 3 a 1, mas Aline faz questão de tratar o resultado anterior como aprendizado, e não como vantagem. Para ela, o segundo encontro terá uma dinâmica completamente diferente, principalmente pelo peso da classificação para a semifinal.

“Na primeira fase, a gente conseguiu impor um bom início de jogo e fez dois gols muito rápido, o que deu um contexto diferente. Mas o Grêmio voltou muito melhor no segundo tempo, conseguiu fazer um gol e dificultou para a gente. Agora é um mata-mata, e as duas equipes têm que estar o mais concentradas possível”, relembra.

A experiência em jogos decisivos aparece como uma das ferramentas que Aline pretende levar para o confronto. A camisa 7 é uma das referências do elenco são-paulino e destaca que, em uma disputa eliminatória, a força da equipe não está apenas nas jogadoras que começam a partida, mas na capacidade de todo o grupo manter o nível ao longo dos 90 minutos.

“Eu acredito que posso ajudar a equipe da melhor forma possível, com um pouco da experiência de mata. A gente tem que entender que o que nos trouxe até aqui é a união desse grupo, é como cada uma completa a outra. Tanto as 11 que iniciam o jogo quanto todas as outras que entram”, destaca a atleta.

Para Aline, entender a dimensão do confronto será fundamental para que o São Paulo transforme a grande campanha da primeira fase em uma caminhada rumo à semifinal.

“São dois jogos importantíssimos. É uma disputa de 180 minutos. A gente tem que entender tudo isso, trazer o nosso jogo, imprimir a nossa velocidade, a nossa constância e procurar participar da melhor forma possível, ajudando cada uma, para que a gente possa alcançar essa vaga”, projeta.