Corinthians repete 1991 e bate Flamengo na Supercopa Rei

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Diante de 71.244 torcedores no Mané Garrincha, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 neste domingo (1º) e conquistou a Supercopa Rei 2026, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto. Além da taça e do reencontro histórico com o título de 1991, o Timão deixou Brasília com os cofres cheios: cada clube já tinha garantidos R$ 6,35 milhões pela participação, valor reajustado pela CBF, e o campeão ainda faturou US$ 1 milhão da Conmebol, cerca de R$ 5,26 milhões na cotação atual. Foi a quarta final do torneio no estádio, recordista da competição, em uma tarde acompanhada de perto pelo técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti.

Apesar da pressão rubro-negra, Timão é mais eficiente

O jogo das duas maiores torcidas do Brasil começou de forma eletrizante. O Timão assustou logo no início, quando Yuri Alberto avançou pela direita e cruzou rasteiro para Memphis. A bola atravessou a pequena área, mas o camisa 10 não conseguiu alcançar. Depois do susto inicial, o Flamengo passou a assumir as rédeas da partida, trocando passes com paciência para encontrar espaços na marcação do Corinthians, que tentava se fechar. Até Dorival Júnior participava ativamente à beira do campo, orientando seus comandados sobre como se posicionar.

Com dificuldade para encontrar espaços, Varela arriscou de longe, mas acabou carimbando Gustavo Henrique. Já Alex Sandro apostou na jogada individual pelas beiradas do campo. Pulgar arrematou de fora da área e conquistou o escanteio. Na sequência, Pedro desviou de cabeça, a redonda caminhava para o fundo do gol, mas Matheus Bidu salvou em cima da linha. Carrascal ainda emendou no rebote, e Hugo defendeu em dois tempos.

O Rubro-Negro voltou a criar boa chance quando Arrascaeta avançou com liberdade. O uruguaio encontrou Pedro, que tinha a opção do passe, mas, como centroavante, preferiu finalizar e parou no arqueiro. Sabe aquela velha história? Quem não faz, leva. O Corinthians, dentro da sua estratégia, seguia aparecendo no ataque. Em um dos momentos, arrancou escanteio com Memphis.

A bola até foi rebatida, contudo, Matheusinho colocou a redonda na área. Gustavo Henrique tocou de cabeça para o meio e Gabriel Paulista bateu de primeira para inaugurar o placar. A equipe de Filipe Luís seguiu controlando, atacava, especialmente pelos lados, mas era pouco produtivo. O Timão teve grande chance de ampliar em ótimo contra-ataque. Bidon recebeu em velocidade e acionou Memphis, que dominou para encher o pé. Rossi voou para fazer grande defesa.

Expulsão e a velha premissa coroa o Corinthians

Antes mesmo da bola rolar, o árbitro Rafael Klein revisou um lance da etapa anterior. Após checar o VAR, aplicou o cartão vermelho em Carrascal, que havia acertado o cotovelo no rosto de Bidon. Mesmo com um a menos, o Flamengo mostrou que seguia vivo. Arrascaeta cobrou falta na cabeça de Pulgar, que testou firme e carimbou o travessão.

Em desvantagem numérica, o Rubro-Negro subiu as linhas e passou a pressionar o adversário em seu campo de defesa. Já o Corinthians, quando recuperava a posse, tentava administrar a vantagem e acelerar em transições. Filipe Luís tratou logo de mexer na dinâmica da equipe, colocando o recém-contratado Lucas Paquetá no lugar de Pedro. Logo no primeiro lance, o camisa 20 mostrou personalidade ao tentar tabelar com Arrascaeta, que acabou passando pela bola.

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O Corinthians respondeu à pressão em velocidade. Yuri Alberto disparou, passou com facilidade por Léo Ortiz e soltou uma bomba ao lado da trave. O atacante voltou a aparecer pouco depois, mas finalizou em cima de Rossi, que fez grande defesa. No rebote, Memphis balançou as redes, mas a alegria alvinegra durou pouco: o gol foi anulado por impedimento. Com o passar do tempo, o duelo foi ficando mais acirrado e marcado por paralisações, comprometendo no ritmo.

Quanto mais o fim se aproximava, mais a torcida corintiana soltava a voz no Mané Garrincha. Nos acréscimos, Yuri Alberto incendiou ainda mais as arquibancadas. O camisa 9 girou dentro da área, a bola carimbou a trave e bateu em Rossi, mas, antes de alguém tentar completar, Léo Ortiz tratou de afastar. Pouco depois, o Flamengo teve a bola do jogo. A redonda ficou viva na área após cruzamento, Paquetá dominou sem marcação e, de canhota, mandou por cima do gol, desperdiçando grande chance.

A velha máxima do futebol voltou a se impor no último lance. Yuri Alberto puxou o contra-ataque, encobriu Rossi e apenas completou para o gol vazio, selando o resultado.

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Todos os campões da Supercopa Rei

Com a conquista, o Corinthians chega ao segundo título da Supercopa Rei e encerra um jejum de 35 anos no torneio. Campeão da edição de 1991, justamente sobre o Flamengo, o Timão repete o feito histórico em um reencontro simbólico entre os rivais.

  • 1990: Grêmio
  • 1991: Corinthians
  • 2020: Flamengo
  • 2021: Flamengo
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