O clássico Choque-Rei na noite deste domingo (1º) carregava todos os ingredientes de uma grande decisão: expectativa elevada, rivalidade histórica e a tensão de um confronto único valendo vaga na final. De um lado, o Palmeiras, do outro, o São Paulo, duas potências do futebol paulista frente a frente em um duelo que prometia fortes emoções.
Antes mesmo de a bola rolar, porém, uma mudança na escalação do time visitante chamou atenção. O técnico Hernán Crespo optou por deixar Danielzinho, destaque e peça fundamental do Tricolor nas últimas partidas, no banco de reservas, apostando na entrada de Luan para reforçar o meio-campo. A decisão surpreendeu parte da torcida e adicionou ainda mais expectativa a um confronto que já era cercado de tensão.
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Com o apito inicial da árbitra Daiane Muniz, na Arena Barueri, a expectativa em torno da atuação de Luan rapidamente deu lugar à frustração. O meio-campo do São Paulo Futebol Clube encontrou dificuldades diante da intensidade e da qualidade técnica do Palmeiras, que neutralizou as principais peças tricolores.Atuando em seus domínios, o Verdão demonstrou organização tática e eficiência na construção das jogadas, explorando com inteligência os espaços e os erros do adversário.
E foi justamente a partir de uma dessas falhas que saiu o gol palmeirense, logo aos oito minutos de partida.O lance escancarou fragilidades que contrastam com a campanha que levou o São Paulo até a semifinal do Campeonato Paulista, evidenciando que, apesar dos resultados recentes, a equipe ainda apresenta oscilações e está aquém do desempenho esperado no clássico.. Seria reflexo das questões internas que o time vem enfrentando? Talvez, mas nunca teremos a resposta exata.
Após o gol dos mandantes, a partida perdeu intensidade e passou a ser mais cadenciada. O Palmeiras ainda criou boas oportunidades para ampliar o placar, mas pecou nas finalizações e não conseguiu transformar o volume de jogo em mais gols.
Do outro lado, o São Paulo seguiu desorganizado, com dificuldades na articulação das jogadas e pouca eficiência na troca de passes, frequentemente interceptados pela marcação adversária. Sem conseguir reagir de forma consistente, o time visitante viu a primeira etapa se encaminhar para o fim sob controle palmeirense, mantendo o panorama estabelecido desde os minutos iniciais.
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O panorama pouco se alterou na etapa final. O Palmeiras manteve a superioridade e o controle das ações, enquanto o São Paulo esboçou uma discreta reação, passando a ocupar mais o campo ofensivo e a rondar a área adversária com maior frequência.
Em uma dessas investidas, a bola tocou no braço de Gustavo Gómez dentro da pequena área, gerando forte reclamação dos jogadores e da comissão técnica tricolor. A árbitra Daiane Muniz, no entanto, mandou o jogo seguir. O VAR não recomendou revisão, e a própria juíza indicou ter visto o lance e interpretado como não passível de penalidade.
A decisão aumentou a tensão em campo. O duelo ficou mais truncado e ríspido, com faltas mais duras e sucessivas paralisações, o que quebrou o ritmo da partida e acirrou ainda mais os ânimos entre as equipes.
Aos 11 minutos da etapa complementar, em uma cobrança de falta ensaiada, Flaco López finalizou com precisão e ampliou a vantagem alviverde para 2 a 0, consolidando a superioridade do Palmeiras no confronto.
O São Paulo Futebol Clube tentou reagir e voltou a frequentar o campo ofensivo, acumulando escanteios e laterais. Em uma dessas disputas dentro da área, Marlon Freitas abriu o braço e atingiu o pescoço de Damián Bobadilla. A arbitragem assinalou pênalti, e Jonathan Calleri converteu a cobrança, diminuindo o placar para 2 a 1 e reacendendo a esperança tricolor de buscar o empate — ou até mesmo a virada.
Apesar do novo cenário, os minutos finais pouco acrescentaram em termos de emoção. A partida voltou a ficar truncada, com um São Paulo limitado na criação e um Palmeiras mais cauteloso, fechando os espaços e administrando a vantagem. Até o apito final, que confirmou a vitória alviverde e garantiu ao clube a segunda vaga na final do Campeonato Paulista de 2026.
Final do Paulistão
Estão definidas as finais do Campeonato Paulista de 2026: após a vitória do Palmeiras sobre o São Paulo, neste domingo (1), na Arena Barueri, o Verdão garantiu vaga para enfrentar o Novorizontino, que eliminou o Corinthians, na decisão do Campeonato Paulista de 2026.
O primeiro jogo da final acontece na quarta-feira, 4/03, com local a confirmar entre Allianz Parque e Arena Barueri, e a partida decisiva será no domingo, 8/03, no Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. O Novorizontino fará o segundo jogo em casa por ter melhor campanha que o Palmeiras.

