Na última terça-feira(7), a Suíça precisou superar um jogo de muita marcação para voltar a fazer história em Copas do Mundo. Isso porquê depois de empatar em 0 x 0 com a Colômbia nos 90 minutos e na prorrogação, a seleção europeia levou a melhor nas cobranças de pênaltis, vencendo por 4 x 3 e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O triunfo colocou os suíços entre as oito melhores seleções do torneio e encerrou um jejum que já durava 72 anos.
A classificação tem uma importância que vai além da vaga para próxima fase do torneio. De forma que ao eliminar a seleção colombiana, a Suíça igualou sua melhor campanha na história das Copas do Mundo, repetindo um feito que só havia sido alcançado em 1954. Na ocasião, o país era sede do Mundial e aproveitou o apoio do 12° jogador , a torcida, para chegar às quartas de final, desempenho que permaneceu como marco durante mais de sete décadas.
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Desde então, a “Nati” voltou a disputar 13 edições da Copa do Mundo, mas nunca conseguiu repetir a campanha, chegando por quatro vezes nas quartas de final, assim como o mesmo número de oportunidades foi eliminado nas oitavas de final e também na fase de grupos. Entre 1954 e 2026, eles disputaram oito torneios (1962, 1966, 1994, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022) sem conseguir voltar às quartas de finais, o que ajuda a dimensionar ainda mais o tamanho do feito após 72 anos.
Em diferentes momentos, a equipe mostrou competitividade, revelou jogadores importantes e se consolidou como presença frequente em grandes torneios, mas esbarrou nas fases eliminatórias. O tabu atravessou gerações e passou a representar um dos maiores desafios da história recente da seleção.
Nas últimas décadas, os suíços deixaram de ser apenas uma equipe difícil de ser batida para se tornarem uma seleção cada vez mais consistente. A classificação para Mundiais passou a ser frequente, enquanto a base do elenco foi formada por atletas que atuam nas principais ligas da Europa. Mesmo assim, o salto para figurar entre os oito melhores do planeta parecia sempre escapar.
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A campanha em 2026, porém, mostra uma equipe mais madura. Depois de superar a fase de grupos, a Suíça eliminou a Argélia nas oitavas de final e voltou a demonstrar organização defensiva diante da Colômbia. O confronto foi equilibrado durante os 120 minutos, com poucas oportunidades claras para os dois lados. Nas penalidades, os suíços mostraram tranquilidade para converter suas cobranças e confirmar a classificação.
O resultado também reforça uma característica que marcou a seleção ao longo do torneio: a consistência. Sem depender de grandes atuações individuais, a equipe construiu sua campanha a partir da disciplina tática, da segurança defensiva e da eficiência nos momentos decisivos. Foi justamente esse conjunto que permitiu à Suíça quebrar uma marca que resistia desde a década de 1950.
Agora, a seleção tem a oportunidade de transformar uma campanha histórica em um feito inédito. O próximo compromisso será diante da Argentina, valendo uma vaga na semifinal da Copa do Mundo. Se vencer, a Suíça alcançará pela primeira vez essa fase do torneio e estabelecerá sua melhor campanha em Mundiais.
Desempenho da Suiça em Copas do Mundo
| COPA DO MUNDO (edição) | SEDE | POSIÇÃO |
| 1934 | Itália | Quartas de final |
| 1938 | França | Quartas de final |
| 1950 | Brasil | Fase de grupos |
| 1954 | Suíça | Quartas de final |
| 1962 | Chile | Fase de grupos |
| 1966 | Inglaterra | Fase de grupos |
| 1994 | Estados Unidos | Oitavas de final |
| 2006 | Alemanha | Oitavas de final |
| 2010 | África do Sul | Fase de grupos |
| 2014 | Brasil | Oitavas de final |
| 2018 | Rússia | Oitavas de final |
| 2022 | Catar | Oitavas de final |
| 2026 | Canadá, EUA e México | Quartas de final |

