Simeone supera Flick nos detalhes e Atlético elimina Barcelona para voltar à semifinal da Champions

Lookman descontou no momento certo, expulsão de Eric García mudou o jogo e Simeone colheu os frutos das substituições

Foto: Divulgação/UEFA

O confronto entre Atlético de Madrid e Barcelona foi digno de um clássico: um jogão do início ao fim. Apesar de os jogadores serem as grandes estrelas, quem brilhou na segunda partida das quartas de final foram os treinadores.

Hansi Flick modificou a escalação inicial e viu seu time responder à altura, deixando o agregado empatado ao abrir 2 a 0. Mas os Colchoneros trataram de esfriar a empolgação blaugrana ao diminuir para 2 a 1.

Os Culés pressionaram, estiveram perto do terceiro gol e foi aí que apareceu Diego Simeone, que mexeu bem na equipe durante a segunda etapa. O Atleti passou a ser mais agressivo e foi recompensado com a expulsão de Eric García. Mesmo se lançando ao ataque, soube sofrer na reta final e confirmou a vaga às semifinais depois de nove anos, diante da sua torcida, no Riyadh Air Metropolitano, com o 3 a 2 no agregado.

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Barça aproveita erros, mas Atleti é recompensado com “pausa”

O Barcelona sabia que precisava ser extremamente ofensivo para tentar reverter a situação e sonhar com a classificação. E foi assim que Hansi Flick colocou o time para jogar. Os Culés pressionaram desde o primeiro minuto com Lamien Yamal, mas Mussou brilhou na defesa. No entanto, pouquíssimo tempo depois, o camisa 10 ajudou na pressão, Lenglet acabou errando na saída de bola. Ferran Torres aproveitou bem a sobra para enfiar para Yamal colocar entre as pernas do goleiro.

Apesar do gol rápido, o Atlético de Madrid não se abateu. A equipe da casa tentava chegar até com cinco jogadores no ataque, mas via uma muralha bluagrana com seis, sabendo fazer os cortes necessários. Em um lá e cá, no ritmo alucinante, Dani Olmo poderia ter deixado a classificação igual. Poderia, se não fosse Musso. O argentino fez um corte providencial com uma das mãos no limite da área, o suficiente para evitar o pior. Com o passar do tempo, o ritmo caiu. O Atleti passou a cadenciar mais as ações e, quando perdia a posse, pressionava bem o Barça na intermediária.

O erro, novamente, custou caro para os colchoneros. Em nova falha na saída de bola, Olmo aproveitou para deixar na medida para Ferran bater cruzado da esquerda, não dando nenhuma chances ao goleiro. Mérito de Flick que mexeu na escalação, comparando o com o jogo de ida. O agregado veio justamente com quem entrou: o “Tubarão”, Ferran Torres. E quase veio a virada com Fermín López, outra novidade, que parou em Musso.

Simeone pediu calma aos seus comandados, mesmo com um semblante abatido, assim como de outros jogadores. Uma pausa para atendimento a Fermín, no entanto, deu um novo gás aos rojiblancos. Llorente disparou em contra-ataque e cruzou para Lookman. Ele saiu nas costas de Eric García e marcou no momento em que os donos da casa mais precisavam.

Foto: Divulgação/UEFA

Atleti leva a melhor com substituições e expulsão

A segunda etapa começou com menos intensidade e mais estudada. O Barcelona tinha a posse, trocava passes sob as vaias da torcida, em busca de encontrar a melhor oportunidade. Já o Atleti montava uma linha de cinco na frente da área e esperava uma brecha para sair em contragolpe. Griezmann deixou de jogar no ataque e passou a atuar como meia e dependendo do momento até de volante, ajudando nos desarmes. Mesmo assim, os Colchoneros deram brechas e foram salvos pelo VAR. Olmo cruzou, Gavi dominou no peito e finalizou. Ferran pegou a sobra e chegou a comemorar, mas o impedimento foi confirmado.

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Com o tempo, os duelos foram sendo muito físicos. O Barça seguia atormentando, especialmente com Yamal, que criava chances e chegou a ser marcado até por três. A equipe rojiblanca voltou aparecer no ataque graças as entradas de Nico Gonzáles e Álex Baena. Ambos passaram a atuar nas pontas e ajudando na recomposição. Os mandantes estiveram perto do gol em duas oportunidades. Joan García foi essencial para evitar a ampliação.

Aos 79 minutos, o VAR voltou a ser decisivo. Eric García foi imprudente ao parar Sorloth quando era o último homem. Após revisão, o árbitro Clément Turpin aplicou o cartão vermelho. Se no início Flick foi recompensado pelas mudanças, Simeone colheu os frutos ao longo da segunda etapa. No fim, em meio a tensão e intensidade, quem comemorou foi a torcida colchonera.

Foto: Divulgação/UEFA

Adversário será português ou inglês

Com a vaga carimbada, o Atlético de Madrid aguarda o adversário das semifinais, que sairá do confronto entre Arsenal e Sporting. Os Gunners venceram o primeiro jogo por 1 a 0 e têm a vantagem do empate.