O Cruzeiro voltou ao topo de Minas. Com gol do artilheiro Kaio Jorge, a Raposa venceu o Atlético-MG neste domingo (8), no Mineirão, encerrou um jejum de sete anos e conquistou sua 39ª taça do Campeonato Mineiro. O clássico terminou em clima quente, com uma briga generalizada entre jogadores nos minutos finais.
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Fumaça atrasa clássico e equilíbrio marca etapa inicial
Por conta da fumaça, o clássico mineiro demorou oito minutos para a bola rolar. Logo que o árbitro soou o apito, o Cruzeiro colocou Everson para sujar o uniforme com chute de Kaiki, mas o goleiro segurou sem problemas. O Cabuloso aproveitou o momento para empurrar o rival para seu campo, pressionando a saída de bola e buscando o ataque. Com isso, o Atlético-MG se viu obrigado a sair com lançamentos. Porém, aos poucos, o Alvinegro foi tomando o controle: passou a ter mais posse e apostou no lado esquerdo com Renan Lodi e Dudu.
O jogo acabou ficando paralisado por alguns minutos por conta da lesão de Cissé. Durante uma disputa com Kaiki. Ele levou a pior, sentindo muito o pé direito e precisou deixar o campo direto para o vestiário. Igor Gomes acabou entrando no lugar. Com a redonda em jogo novamente, o duelo passou a ficar disputado, com ambos os times buscando o seu lado ofensivo. Mesmo assim, as defesas conseguiam se sobressair e anular os jogadores de criação. Se estava complicado de chegar na área, o jeito foi arriscar de longe. Nos acréscimos, Lucas Silva encheu o pé, mas acabou mandando pela linha de fundo.

Na conta do artilheiro e briga
O início do segundo tempo seguiu o roteiro da etapa anterior. O Cabuloso teve mais iniciativa e volume ofensivo, chegando a aparecer com perigo em alguns momentos. Posteriormente, o Galo apostou nas bolas longas para tentar surpreender e foi ganhando espaço no campo adversário.
Com o panorama semelhante, o que se sobressaía era a festa das torcidas que, divididas meio a meio, ecoavam suas vozes em plenos pulmões nas arquibancadas do Gigante da Pampulha. Aos 15′, o lado estrelado acabou gritando mais alto. Após cobrança de falta ensaiada, Matheus Pereira esticou com Gerson. O meia cruzou da linha de fundo, e Kaio Jorge subiu livre para cabecear para baixo. Everson até conseguiu defender, colocando a bola viva na área, mas o assistente já havia assinalado o gol, confirmado pelo VAR.
Mesmo com a assistência, Tite resolveu sacar o jogador para colocar Bruno Rodrigues. O Cruzeiro seguiu incomodando o rival em seu campo.Em resposta, Eduardo Domínguez também mexeu no time, tirando Bernard e Victor Hugo, que deram lugar a Cassierra e Minda. Com isso, Hulk jogou um pouco mais recuado. O clássico passou a ficar mais aberto. O Atlético tentava buscar a igualdade, rodando a bola de pé em pé, e, com isso, dava espaços para o time celeste contra-atacar.

Na reta final, o Alvinegro voltou a abusar dos lançamentos, facilitando a vida da Raposa, que soube administrar o resultado e quase poderia ter matado o duelo.Em contra-ataque, Matheus Pereira enfiou para Christian. O volante chegou a ficar cara a cara com Everson. O goleiro saiu para ficar com a bola, e o volante acabou trombando com o camisa 22, que não gostou nada.
Everson chegou a colocar os dois joelhos sobre o atleta cruzeirense, e o lance culminou em uma briga generalizada, com trocas de socos, diminuindo o brilho do confronto. Apenas quando os ânimos se acalmaram é que o árbitro decretou o fim de jogo.
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