O Arsenal suportou uma final longa, aberta e cheia de reviravoltas para vencer o Corinthians por 3 a 2 na prorrogação, neste domingo (1°), no Emirates Stadium, em Londres, e conquistar o título da Copa dos Campeões Feminina. Em um jogo decidido apenas após 120 minutos, o time inglês levou a melhor no momento decisivo e se tornou o primeiro campeão do torneio mundial de clubes organizado pela FIFA no futebol feminino.
Além do título histórico, a Copa distribuiu a maior premiação já vista no futebol feminino de clubes. O Arsenal recebeu US$ 2,3 milhões (cerca de R$ 12,1 milhões na cotação atual), enquanto o Corinthians faturou US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,26 milhões) pelo vice-campeonato.
Pressão inglesa, resposta corintiana e jogo aberto
Empurrado pela torcida, o Arsenal tomou a iniciativa desde o início e passou a ocupar o campo ofensivo com intensidade. A postura agressiva foi recompensada aos 15 minutos, quando Blackstenius aproveitou erro defensivo do Corinthians, obrigou Lelê a trabalhar e viu Olivia Smith completar no rebote para abrir o placar.
Siga a ORB SPORTS no Instagram clicando aqui
A resposta do Corinthians foi rápida e mostrou personalidade. Aos 21 minutos, após cobrança de escanteio, Gabi Zanotti apareceu entre as defensoras inglesas e cabeceou com precisão para empatar a decisão. O gol equilibrou o jogo e trouxe mais confiança ao time brasileiro, que passou a competir de igual para igual, explorando bolas paradas e transições. O Arsenal ainda criou boas chances antes do intervalo, com Beth Mead e Blackstenius, mas Lelê e a defesa alvinegra conseguiram segurar o empate até o apito.
Novo controle do Arsenal e resistência até o fim
Após o intervalo, o Arsenal voltou a pressionar e retomou o controle territorial da partida. A insistência foi premiada aos 13 minutos, quando Emily Fox cruzou pela direita e Lotte Wubben-Moy subiu livre para cabecear no canto, recolocando as inglesas em vantagem.
Mesmo atrás no placar, o Corinthians não se entregou. As Brabas resistiram à pressão, mantendo-se vivas no jogo e apostou na entrega física e na concentração defensiva para manter a chance de reação. O Arsenal parecia próximo de confirmar o título no tempo normal, mas o roteiro mudou nos acréscimos. Aos 47′, Gisela Robledo foi derrubada por McCabe dentro da área. Após revisão do VAR, a arbitragem marcou pênalti, convertido por Vic Albuquerque, levando a decisão para a prorrogação.
Siga a ORB SPORTS no X (antigo Twitter) clicando aqui
Prorrogação, gol decisivo e título histórico
O jogo seguiu aberto no tempo extra, com as duas equipes buscando o gol do título. O Corinthians teve chances em bolas aéreas e tentativas de fora da área, enquanto o Arsenal passou a explorar os contra-ataques. No fim da primeira etapa da prorrogação, veio o golpe decisivo. Em rápida transição ofensiva, Frida Maanum avançou e acionou Caitlin Foord pela esquerda. A atacante finalizou rasteiro, com força, sem chances para Lelê, fazendo 3 a 2.
O Corinthians ainda tentou reagir no segundo tempo da prorrogação, mas o Arsenal conseguiu controlar o ritmo, administrar a vantagem e confirmar a conquista inédita ao apito final.

