O Senegal conquistou o bicampeonato da Copa Africana de Nações ao vencer o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (18), em Rabat. O gol do título saiu logo no início do tempo extra, com Pape Gueye, e encerrou a final disputada no Estádio Príncipe Moulay Abdellah.
A decisão teve equilíbrio ao longo do tempo regulamentar, um pênalti defendido nos acréscimos e momentos de paralisação antes da prorrogação. Com o resultado, o Senegal volta a levantar o troféu continental após a conquista de 2021.
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Jogo equilibrado e chances para os dois lados
Desde o apito inicial, as duas seleções alternaram períodos de controle. O Senegal começou com mais presença ofensiva e criou as melhores oportunidades da etapa inicial. O goleiro Yassine Bounou foi exigido cedo, primeiro ao defender um cabeceio de Pape Gueye após escanteio e, depois, ao vencer um confronto direto com Ndiaye.
O Marrocos respondeu perto do intervalo. Em cruzamento de Ezzalzouli, Nayef Aguerd quase completou para o gol, mas a bola passou próxima à trave. No retorno do jogo, os anfitriões passaram a atacar com mais frequência, criando uma boa chance com Ayoub El Kaabi, que recebeu passe em profundidade, mas não conseguiu finalizar com precisão.
Pênalti defendido e confusão no fim do tempo normal
A partida caminhava para a prorrogação quando, após consulta ao VAR, a arbitragem assinalou pênalti para o Marrocos, nos acréscimos do tempo regulamentar, por falta de Malick Diouf em Brahim Díaz. A marcação gerou forte reação da equipe senegalesa, que chegou a deixar o gramado momentaneamente.
Após a retomada do jogo, Brahim Díaz cobrou a penalidade, mas Mendy defendeu, mantendo o empate sem gols e levando a decisão para além dos 90 minutos. Pouco antes, o Senegal havia tido um gol anulado por falta em Hakimi, lance que também gerou reclamações.
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Gol na prorrogação define o título
A prorrogação começou com o lance decisivo. Em recuperação de bola no meio-campo, Sadio Mané participou da jogada e acionou Gana Gueye, que encontrou Pape Gueye na entrada da área. O meio-campista finalizou de pé esquerdo e marcou o gol do título.
O Marrocos seguiu em busca do empate. Brahim Díaz voltou a finalizar de perto, defendido por Mendy, e En-Nesyri levou perigo em cabeceio que passou rente à trave. Nos minutos finais, o Senegal ainda teve chance de ampliar, mas Bounou fez nova defesa em finalização de Ndiaye. Ao apito final, o Senegal confirmou a vitória por 1 a 0 e garantiu seu segundo título da Copa Africana de Nações, novamente em uma decisão definida fora do tempo regulamentar.

