Carrascal decide, Flamengo vence o Fla-Flu e segue líder do Brasileirão

Rubro-negro supera o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã, completa a dobradinha no returno, abre vantagem de um ponto sobre o Palmeiras e deixa o Tricolor com a cabeça na Libertadores

Carrascal marca o gol da vitória do Flamengo no Fla-Flu. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

O Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0 na tarde deste domingo (11), no Maracanã, diante de mais de 63 mil torcedores, em jogo da 30ª rodada do Brasileirão. O resultado levou o time aos 64 pontos e manteve o Rubro-Negro isolado na liderança, um a mais que o Palmeiras, que goleou o Corinthians por 4 a 1 no outro grande clássico da rodada. Foi uma rodada que mexeu no topo da tabela, e o Flamengo respondeu à altura.

Um clássico de dois roteiros

O Fluminense teve a bola, e o Flamengo teve o gol. O Tricolor terminou com 57% de posse, mas o Rubro-Negro finalizou 17 vezes. O time de Leonardo Jardim aceitou ceder a posse e foi mais vertical quando recuperava a bola. O Flu, por sua vez, controlou o jogo sem conseguir transformar esse controle em perigo real para Rossi.

Esse tipo de partida costuma se resolver em um lance, e foi o que aconteceu. Antes do gol, Pedro e Paquetá chegaram a desperdiçar boas chances. A dúvida era se o Flamengo ia se arrepender dessas oportunidades.

O gol saiu aos 19 minutos do segundo tempo. Paquetá cruzou na medida, e Carrascal finalizou de primeira para abrir o placar. Foi o único gol do jogo e bastou. Depois dele, o Flamengo passou a administrar o resultado e a gastar o relógio.

Leitura do jogo

O Fluminense foi o time que mais teve a bola, mas não foi o que mais ameaçou. Esse é o ponto central do clássico: posse sem profundidade rende pouco contra um adversário que se defende bem e sabe quando acelerar. O Flamengo, mesmo sem dominar a bola, criou mais e foi mais eficiente nos momentos decisivos.

Dá para ver o equilíbrio também na disciplina. O Fluminense recebeu cinco cartões amarelos (Lucho Acosta, Canobbio, Soteldo, Ignácio e Arana), e o Flamengo recebeu três (Erick, Saúl e Freitas). Foi um jogo de contato, com os dois lados querendo impor ritmo.

Jardim fez cinco trocas. Freitas entrou no lugar de Saúl, Plata substituiu Paquetá, Danilo entrou na vaga de Carrascal, De la Cruz foi para o lugar de Lino e Bruno Henrique substituiu Pedro. As alterações renovaram o meio e o ataque e ajudaram o time a segurar a vantagem até o apito final.

Dobradinha e peso na tabela

Com a vitória, o Flamengo completou a dobradinha no Brasileirão: no primeiro turno, já havia vencido o Fluminense por 2 a 1, com dois gols de Pedro. O Tricolor segue sem pontos contra o rival na competição.

Em uma disputa em que a liderança tem só um ponto de vantagem, seis pontos contra um adversário direto na parte de cima da tabela pesam muito. Cada rodada daqui para frente tem cara de decisão.

O Tricolor segue em terceiro lugar, com 51 pontos, e tem pouco tempo para lamentar já que volta ao Maracanã na quarta-feira, quando abre a semifinal da Libertadores. A derrota dói pela rivalidade e por atrasar a aproximação dos líderes, mas o foco já está na competição continental, onde o time ainda sonha com o título.

A reclamação de Samuel Xavier

O lateral-direito Samuel Xavier, em entrevista à TV Globo após o apito final, questionou a não expulsão de Erick Pulgar em um lance com Castillo ainda no primeiro tempo. O árbitro Rafael Rodrigo Klein mostrou apenas cartão amarelo, decisão contestada pelos jogadores do Fluminense.

Para o jogador, o lance teve peso decisivo no resultado. “O jogo foi definido num lance que a gente vai reclamar de novo”, disse. Ele argumentou que, com o Flamengo com um jogador a menos desde a etapa inicial, a partida teria sido totalmente diferente.